
O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) disse nesta quarta (21), em Guarulhos (SP), que aceita abrir seus sigilos bancário e telefônico se Lula liberar registros do assessor Marco Aurélio Santana Ribeiro, do Instituto Lula e do cartão corporativo da Presidência.
“Tudo seu é por fora, Lula. Minha vida é um livro aberto”, afirmou Flávio no discurso. O senador disse que levará o desafio “até as últimas consequências” e também questionou se o petista abriria o sigilo de 100 anos relacionado ao cartão corporativo usado com a primeira-dama Janja e às visitas ao Palácio da Alvorada.
Lula havia desafiado Flávio a abrir seus sigilos um dia depois do debate da Band, primeiro encontro entre os dois candidatos no segundo turno. A provocação ganhou espaço em atos de apoio ao presidente em diferentes cidades, enquanto Flávio acusava o adversário de manter patrimônio em nome de terceiros.
A campanha do candidato do PL protocolou no Tribunal Superior Eleitoral as mesmas condições apresentadas no evento. Aliados discutiam uma resposta ao desafio no debate da TV Globo, marcado para sexta (23), mas Flávio antecipou a posição durante a agenda em São Paulo.

Tarcísio e Derrite participaram do ato em Guarulhos
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), reeleito no primeiro turno, reuniu os aliados para rezar um Pai-Nosso antes do discurso de Flávio. O evento também teve a execução de “Hino da Vitória”, da cantora Cassiane, e perguntas à plateia sobre programas para mães atípicas e a derrota do PT.
O senador eleito Guilherme Derrite (PP-SP), cotado por aliados para comandar o Ministério da Segurança Pública em uma eventual gestão de Flávio, voltou a defender a redução da maioridade penal de 18 para 14 anos. Ele também afirmou que o governo do candidato acabaria com o crime organizado no país.
A deputada federal Rosana Valle (PL-SP) atacou a deputada Erika Hilton (PSOL-SP), presidente da Comissão da Mulher da Câmara, em uma fala transfóbica. Sem citar o nome da parlamentar, Rosana disse que há “uma presidente da Comissão da Mulher que não é uma mulher real” e que ela “não sente as dores das mulheres”.
O ato marcou a última agenda de Flávio em São Paulo antes da eleição. No sábado (24), véspera da votação, ele prevê atos no Rio de Janeiro e em Minas Gerais; os três estados reúnem cerca de 40% do eleitorado brasileiro, e Guarulhos tem quase 1 milhão de votantes.