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Prefeito de Nova York exalta Lula e celebra fim da escala 6×1 no Brasil

Lula Zohran Mamdani
O presidente Lula (PT) e o prefeito de Nova York, Zohran Mamdani. Foto: Dave Sanders/Reuters

O prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, celebrou na quarta-feira (21) o fim da escala 6×1 no Brasil e exaltou seu encontro com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em publicação no X, o prefeito classificou a mudança como um passo histórico e defendeu que os trabalhadores tenham mais tempo para viver, além do trabalho.

“Há um mês, sentei-me com o presidente Lula para discutir como o governo pode servir aos pobres e trabalhadores”, escreveu. Mamdani destacou a previsão de uma semana de 40 horas, com pelo menos dois dias de folga e sem redução salarial, e afirmou que a conquista alcança mais de 30 milhões de trabalhadores.

Ao lembrar que os trabalhadores lutaram por décadas pela semana de cinco dias nos Estados Unidos, Mamdani associou a conquista brasileira a essa história de mobilização. “Os trabalhadores brasileiros também lutaram por esta vitória. Parabenizo-os por esta conquista”, declarou.

“As pessoas que trabalham merecem tempo para viver, não apenas para trabalhar”, afirmou. O prefeito também relacionou a redução da jornada à qualidade de vida: “Construir um futuro melhor significa devolver às pessoas mais de suas vidas. E continuaremos lutando por isso”.

O encontro entre Lula e Mamdani ocorreu em 21 de setembro, durante a passagem do presidente brasileiro por Nova York para a Assembleia-Geral da ONU. Na residência do representante brasileiro na organização, os dois discutiram o custo de vida e o combate à pobreza. Na ocasião, Mamdani chamou Lula de inspiração pela defesa dos trabalhadores e das pessoas em dificuldade.

O Congresso promulgou o fim da escala 6×1 em 16 de outubro, em cerimônia com a presença de Lula. A Emenda Constitucional 141 prevê implantação gradual: 60 dias após a promulgação, passam a valer duas folgas remuneradas por semana e o limite de 42 horas de trabalho. Depois de mais 12 meses, a jornada máxima cai para 40 horas semanais, sem redução salarial.