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Estadão acusa Meta de censura nas redes e aciona TSE; entenda

Prédio do Estadão, em SP. Foto: Sérgio Neves/Estadão

O jornal O Estado de S. Paulo afirma ter acionado o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para impedir que a Meta exclua ou bloqueie conteúdos jornalísticos publicados no Facebook e no Instagram durante as eleições de 2026. O veículo pede intervenção da Justiça Eleitoral após remoções de postagens sobre a disputa.

Segundo o jornal, o Instagram retirou ao menos 31 publicações sobre as eleições entre as 72 horas que antecederam a votação do primeiro turno e as 24 horas seguintes. A relação inclui posts sobre pesquisas de intenção de voto e deputados eleitos.

A Meta teria atribuído as remoções ao uso indevido de inteligência artificial. O Estadão contesta essa justificativa e sustenta que os conteúdos não configuravam propaganda eleitoral.

O jornal também afirma que não impulsionou as publicações e que os cards não usaram voz, imagem ou manifestação sintética de candidatos nem de outras pessoas públicas. A equipe de redes sociais utiliza o Canva para edição, diagramação e ilustração das peças, sem gerar o conteúdo por inteligência artificial generativa.

Símbolo da Meta
Símbolo da Meta, empresa dona do Facebook, Instagram e WhatsApp. Foto: Reprodução

Pedido cita resolução eleitoral sobre inteligência artificial

A ação menciona a resolução 23.755/2026 do TSE, que fixou regras para o emprego de inteligência artificial na propaganda eleitoral. Na avaliação do veículo, as restrições previstas na norma não alcançavam os posts removidos pela plataforma.

O Estadão pediu ao tribunal que proíba novas exclusões de conteúdo jornalístico em circunstâncias semelhantes. Também solicitou que a Meta ajuste seus sistemas de moderação para evitar bloqueios indevidos.

Outro pedido prevê revisão humana antes da retirada de publicações do jornal nas plataformas da empresa. A medida busca impedir que decisões automatizadas removam posts relacionados à cobertura eleitoral sem análise individual.