
O advogado criminalista Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, denunciou restrições em sua conta de WhatsApp e afirmou que não consegue enviar mensagens para grupos nos quais debate política. Ele atribuiu o problema a uma ação de censura contra suas manifestações públicas.
“Nos últimos dias tenho sofrido severa restrição às minhas comunicações com minha rede de WhatsApp”, escreveu o advogado. Kakay disse que uma mensagem exibida pelo aplicativo informa que seus contatos estão restritos.
O criminalista afirmou que as limitações atingiram “muitas” de suas mensagens. “Eu não consigo mandar mensagens para grupos importantes onde eu enfrento abertamente o fascismo, o candidato miliciano, a morte da democracia”, declarou.
Kakay disse não manter perfil pessoal no Instagram, embora seu escritório tenha uma conta na plataforma. Para ele, a restrição no WhatsApp afeta especialmente o canal que usa para se manifestar e conversar com sua rede de contatos.

Advogado associa restrições a atuação política
O advogado, que se identifica publicamente com a esquerda, afirmou acreditar que sofre vigilância por suas posições políticas. “É a ultradireita me policiando”, escreveu ao relatar as restrições.
Kakay classificou a situação como invasiva e disse que pessoas de seu escritório recomendaram cautela em sua atuação nas redes. “É inacreditável o nível de agressão à democracia destes fascistas. Vamos derrota-los no voto”, completou.
O WhatsApp integra a Meta, empresa que também controla Facebook e Instagram. A companhia já enfrentou denúncias relacionadas à moderação de conteúdos e ao funcionamento de suas plataformas em disputas políticas.