
O fazendeiro Wilson Francisco Rotta doou R$ 1,8 milhão à campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL), segundo a coluna de Lauro Jardim, em O Globo. O pecuarista foi condenado na Justiça do Trabalho a indenizar a filha de um empregado desaparecido em serviço na Amazônia.
Em 2025, Rotta e a Cooperativa Mista Vale do Jamanchim foram condenados a pagar R$ 150 mil à filha do operador de trator. O trabalhador desapareceu em 2003 em Novo Progresso, no Pará. Sua morte presumida foi reconhecida em 2021.
A decisão considerou que o empregado atuava em condições de risco extremo, numa região marcada por extração ilegal de madeira, conflitos fundiários e violência.

Conforme a sentença relatada pela imprensa, a empresa concentrou esforços na recuperação do trator, que alegava ter sido furtado. A falta de colaboração com as autoridades e de solidariedade à família pesou na definição da indenização.
O caso também foi encaminhado ao Ministério Público do Trabalho para acompanhamento de possíveis violações de direitos humanos. Os autos reúnem relatos de aliciamento de trabalhadores por intermediários conhecidos como “gatos”.
A condenação trata de responsabilidade trabalhista e indenização, e não de uma condenação criminal pelo desaparecimento. O processo segue no Tribunal Superior do Trabalho após recurso.