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PT vê risco ao canal “Exército de Lula” após ordem de Nunes Marques à Meta

Janones Lula
O deputado federal André Janones (Rede-MG) e o presidente Lula (PT) em live do “Exército do Lula”. Foto: Divulgação/Ricardo Stuckert

Auxiliares do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) veem risco de uma nova restrição ao canal de WhatsApp “Exército do Lula” durante o debate da TV Globo, nesta sexta-feira (23). A avaliação foi relatada pela coluna de Igor Gadelha, no Metrópoles.

A preocupação surgiu após o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, dar 24 horas para a Meta entregar um relatório técnico sobre a ferramenta, nesta quinta-feira (22). A determinação atende a um pedido da campanha de Flávio Bolsonaro (PL).

A decisão não determina nova suspensão do canal. A Meta terá de detalhar a aplicação do plano de conformidade apresentado à Justiça Eleitoral e explicar como distingue mobilização legítima de comportamento coordenado potencialmente irregular.

Nunes Marques já havia determinado a suspensão do “Exército do Lula” em 11 de outubro, após um pedido da campanha de Flávio Bolsonaro. A ordem foi revertida no mesmo dia pelo corregedor-geral eleitoral, Ricardo Villas Bôas Cueva, que não identificou provas que justificassem a restrição.

Nunes Marques
O ministro do Supremo Tribunal Federal, Nunes Marques. Foto: Rosinei Coutinho/STF

Uma análise técnica do TSE também não encontrou conteúdos falsos nas publicações examinadas. Posteriormente, o presidente do tribunal condicionou o funcionamento da ferramenta ao registro formal na Justiça Eleitoral.

Administrado pelo deputado André Janones (Rede-MG), o canal foi registrado pela campanha de Lula para atender à determinação, embora o PT tenha reiterado que a iniciativa é autônoma. Em 16 de outubro, o TSE aprovou regras para canais de WhatsApp vinculados a campanhas, com critérios que devem valer independentemente do candidato beneficiado.

A nova cobrança à Meta ocorre às vésperas do último debate entre Lula e Flávio antes da votação de domingo (25), momento considerado estratégico pela equipe petista para mobilizar apoiadores e distribuir conteúdos nas redes.