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“Bolsonaro tentou me matar”: Joice Hasselmann explica por que votará em Lula

A ex-deputada federal Joice Hasselmann. Foto: Divulgação

A ex-deputada federal Joice Hasselmann anunciou que votará em Lula no segundo turno, marcado para domingo (25), e associou sua decisão à defesa da democracia. Em vídeo publicado no Instagram, ela afirmou: “Afinal, perder uma eleição, tudo bem. Perder a democracia, jamais”. Com informações do Brasil 247.

Joice também concedeu entrevista ao jornalista Leonardo Attuch, programada para esta quinta-feira (22), às 20h, na TV 247, com o título “Bolsonaro tentou me matar”. A ex-líder do governo no Congresso apresentará seu relato sobre as agressões que diz ter sofrido em 2021 e sobre o rompimento com o bolsonarismo.

Ao anunciar o voto, ela disse que não aderiu ao programa do PT nem abandonou suas divergências com a esquerda. “Voto em Lula, sem meias palavras, sem hipocrisia”, declarou, ao defender a preservação das instituições e da possibilidade de oposição política.

A ex-parlamentar relembrou que participou da campanha de Jair Bolsonaro em 2018 e ocupou a liderança do governo no Congresso. “Em 2018, acreditei em Bolsonaro, sim”, disse, afirmando que passou a se decepcionar ainda no primeiro ano da gestão.

Joice afirmou que a convivência com familiares e aliados de Bolsonaro mudou sua avaliação sobre o grupo. “Eu vi o clã por dentro”, declarou. Ela também reconheceu responsabilidade por ter apoiado a ascensão do ex-presidente: “Eu errei em ajudar, mas não poderia ficar de braços cruzados”.

Segundo o relato da ex-deputada, o rompimento trouxe perseguições, ataques à sua reputação e perda de aliados e de base política. Ela declarou ter sido grampeada e espancada após a invasão de seu apartamento, em 2021.

Joice também disse que tomou conhecimento de uma minuta de golpe em 2019 e levou a informação ao então presidente do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli. “Esta minuta já existia no primeiro ano de governo”, afirmou.

Ao justificar a escolha eleitoral, a ex-deputada disse que pretende voltar à oposição após a eleição, mas sob regras democráticas. “Sim, volto à oposição, mas dentro do processo democrático, onde é possível fazer oposição”, declarou.