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Google e X não identificam irregularidades na mobilização do “Exército do Lula”

Nunes Marques
O ministro do Supremo Tribunal Federal, Nunes Marques. Foto: Rosinei Coutinho/STF

Google e X informaram ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que não identificaram irregularidades na mobilização de integrantes do canal de WhatsApp “Exército do Lula” em suas plataformas. Segundo O Globo, as empresas apresentaram as respostas nesta sexta-feira (23), após uma determinação do presidente da Corte, ministro Kassio Nunes Marques.

Na quinta-feira (22), o ministro deu 24 horas para a apresentação de relatórios técnicos, atendendo a um pedido da campanha de Flávio Bolsonaro (PL). A candidatura acusa o canal de orientar publicações com hashtags em horários combinados e buscas no Google para ampliar artificialmente a circulação de conteúdos favoráveis ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

O X examinou 58 hashtags citadas no processo e contabilizou aproximadamente 8,2 milhões de publicações, originadas de 475,9 mil contas. A empresa confirmou a existência de atuação coordenada, mas informou que ela envolveu predominantemente perfis autênticos de usuários brasileiros e não violou suas regras de autenticidade.

Janones Lula
O deputado federal André Janones (Rede-MG) e o presidente Lula (PT) em live do “Exército do Lula”. Foto: Divulgação/Ricardo Stuckert

O Google afirmou que sua equipe de segurança não encontrou sinais de tráfego automatizado, ataques por programas de computador ou redes de robôs relacionados aos termos de pesquisa mencionados no processo. A companhia também informou que não constatou violações de suas políticas que justificassem penalidades.

Sobre os picos nas buscas, o Google explicou que aumentos repentinos de interesse são comuns diante de notícias de grande repercussão. Segundo a empresa, essa variação, isoladamente, não permite concluir que houve manipulação irregular nem determinar a origem do interesse dos usuários.

Também nesta sexta-feira, o ministro Floriano de Azevedo Marques suspendeu os efeitos de atos administrativos que possam retirar o canal do ar, reduzir seu alcance ou limitar suas funcionalidades. A liminar vale até o julgamento do mandado de segurança ou até uma decisão em processo judicial eleitoral competente.

Administrado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG), o “Exército do Lula” alcançou 10 milhões de seguidores nesta sexta-feira, antes do debate presidencial da TV Globo. O canal distribui mensagens, vídeos e orientações para mobilizar apoiadores do presidente nas redes sociais.