
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) levou Cristiane Gomes da Silva, mãe de Ana Clara Gomes Machado, para acompanhar o debate da TV Globo nesta sexta-feira (23). A menina morreu aos 5 anos durante uma ação policial em Niterói, no Rio de Janeiro. Flávio Bolsonaro (PL), adversário do petista, integrou a defesa do policial acusado pela morte.
Cristiane está entre os 20 convidados de Lula na plateia e ocupa a primeira fila, ao lado de Marcelo Freixo e do vice-presidente Geraldo Alckmin. O encontro na Globo é o último debate entre os candidatos antes do segundo turno, marcado para domingo (25).
Ana Clara foi morta em 2 de fevereiro de 2021, quando brincava na porta de casa com o irmão, na comunidade Monan Pequeno. O Ministério Público do Rio de Janeiro acusa o policial militar Bruno Dias Delaroli de ter efetuado os disparos que atingiram a criança. Ele ainda aguarda julgamento pelo Tribunal do Júri.

Em 2024, já no exercício do mandato de senador, Flávio Bolsonaro assinou um recurso ao Superior Tribunal de Justiça para tentar reverter o encaminhamento do policial ao júri. O pedido foi rejeitado. Lula cobrou explicações sobre essa atuação no debate da Band, no domingo (18), e o candidato do PL respondeu que o exercício da advocacia não deveria ser criminalizado.
A mãe de Ana Clara cobrou publicamente a realização do julgamento em vídeo divulgado por Freixo. Ela afirmou que reconhece o direito do acusado à defesa, mas contesta a tentativa de impedir que o caso seja levado ao júri. “Eu estou pedindo para que ele seja julgado”, declarou.
O advogado Paulo Klein afirmou que convidou Flávio Bolsonaro para integrar a defesa por meio do Instituto Família Policial e sustentou a legalidade da atuação. A defesa afirma que Delaroli é inocente e que os policiais reagiram a tiros durante a ação.