
O senador Flávio Bolsonaro (PL) aparece com 51% dos votos válidos, contra 49% do presidente Lula (PT), em pesquisa Datafolha divulgada na véspera do segundo turno das eleições de 2026. A diferença está dentro da margem de erro de dois pontos percentuais, o que configura empate técnico. Com informações de Folha de S.Paulo.
O levantamento ouviu 4.050 eleitores na sexta-feira (23) e neste sábado (24). A Folha e a TV Globo encomendaram a pesquisa, registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o código BR-09540/2026.
Os votos válidos excluem brancos, nulos e indecisos, critério que o TSE utiliza na divulgação do resultado oficial. A votação do segundo turno ocorre neste domingo (25).
Na rodada anterior, divulgada na quinta-feira (22), os dois candidatos tinham 50% dos votos válidos cada um, em números arredondados. No início da campanha de segundo turno, Flávio tinha quatro pontos de vantagem sobre Lula nesse recorte.

Abstenção, redes sociais e decisões do TSE movimentaram a reta final
A abstenção chegou a 21,08% no primeiro turno e virou uma das preocupações centrais das campanhas. Entre os jovens de 21 a 24 anos, a taxa alcançou um quarto do eleitorado, o maior crescimento entre os grupos analisados.
A campanha petista concentrou esforços para mobilizar eleitores e ampliou a atuação nas redes sociais, com participação de estudantes em atividades de rua. A presença desses grupos nas urnas pode influenciar uma disputa decidida dentro da margem de erro.
O TSE também analisou a controvérsia sobre a proposta de abertura de sigilos lançada por Lula durante o debate da Band, no domingo (18). Flávio aceitou a ideia de forma condicional, e o tribunal decidiu que os dois candidatos poderiam tomar as medidas que quisessem sem interferência judicial.
Na sexta-feira (23), um ministro do TSE decidiu que a corte não poderia suspender o canal de WhatsApp “Exército do Lula”, usado pela campanha petista. No debate da TV Globo naquela noite, Lula e Flávio trocaram ataques; o senador voltou a chamar o presidente de “nove dedos” e enfrentou questionamentos sobre a morte de Ana Clara, atingida por um policial que ele havia defendido como advogado.