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‘Eleição pode marcar fim da democracia como a conhecemos’, diz jornalista da GloboNews

Mônica Waldvogel durante participação na GloboNews
Mônica Waldvogel durante participação na GloboNews. Foto: Reprodução

A jornalista Mônica Waldvogel afirmou na GloboNews que as manifestações eleitorais carregam emoção e temor sobre o futuro democrático do país. Ao comentar os atos de rua, ela associou a mobilização de apoiadores de Lula e de Flávio Bolsonaro à percepção de risco envolvida na disputa.

“Tem essa emoção de ser o último ciclo eleitoral de Lula, como também o medo e o temor de que Flávio Bolsonaro não tem as credenciais democráticas necessárias para o nosso futuro próximo”, disse Waldvogel.

Na avaliação da comentarista, os brasileiros que foram às ruas defendem suas visões de mundo e o resultado eleitoral que desejam. Ela afirmou que essa participação revela que parte do eleitorado identifica consequências relevantes na eleição.

Waldvogel lembrou que Lula esteve presente, de diferentes formas, na maior parte dos ciclos eleitorais que ela acompanhou. A exceção, segundo ela, ocorreu quando o petista estava preso e quando Dilma Rousseff disputou a Presidência.

Comentarista relaciona temor ao governo de Jair Bolsonaro

Ao explicar a origem da apreensão mencionada no comentário, Waldvogel citou o governo de Jair Bolsonaro. “Isso não é à toa, é porque passamos pelo governo Jair Bolsonaro, que culmina com uma tentativa de golpe”, afirmou.

A jornalista disse que essa experiência permanece como uma memória recente para os eleitores e influencia a intensidade das manifestações. Para ela, esse histórico ajuda a explicar por que a eleição provoca reações emocionais entre os dois campos políticos.

Waldvogel também descreveu uma diferença de clima entre os grupos que ocupavam as ruas. Ela mencionou apoiadores bolsonaristas vestidos de amarelo em defesa de seu candidato e afirmou que, entre os petistas, a alegria vinha acompanhada de angústia.

Após conversar com pessoas na Avenida Paulista, a comentarista relatou ouvir temor de que não se encerre apenas um ciclo de Lula, mas também “um ciclo da democracia tal como conhecíamos, com certas regras do jogo que apreciamos e que construímos todos juntos”. Um vídeo com o trecho circulou nas redes sociais em publicação de Bruno Guzzo, em 24 de outubro de 2026.