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Protestos contra custo de vida levam multidões às ruas em cinco países da Europa

Manifestantes reunidos durante ato em Paris
Manifestantes reunidos em protesto nas ruas de Paris. Foto: Reprodução

Milhares de pessoas foram às ruas da França, Itália, Bélgica, Albânia e Espanha neste sábado (24) em protestos contra o alto custo de vida, a perda do poder de compra e a deterioração de serviços públicos. As mobilizações tiveram pautas próprias em cada país e registraram confrontos pontuais entre policiais e manifestantes.

O endividamento público e a pressão sobre os orçamentos domésticos atravessam parte das reivindicações. No segundo trimestre de 2026, a dívida equivalia a 139,9% do PIB da Itália, 119,1% da França, 110,2% da Bélgica e 101,4% da Espanha, conforme dados do Eurostat.

Na França, estudantes iniciaram os atos há cerca de um mês ao cobrar melhorias na educação pública. Em Paris, cerca de 110 mil pessoas participaram de uma marcha pacífica, segundo a polícia, enquanto sindicatos afirmaram que o número nacional de participantes foi o dobro dos 410 mil contabilizados pelo Ministério do Interior.

Ao fim do protesto parisiense, policiais usaram gás lacrimogêneo e canhões de água para dispersar grupos de jovens encapuzados. O ministro do Interior, Laurent Nuñez, informou que quase mil pessoas foram presas no país e atribuiu episódios de violência a grupos que classificou como de extrema esquerda.

 

Confrontos e reivindicações variam entre os países

Na Itália, manifestantes cobraram medidas contra os preços dos combustíveis e dificuldades nas áreas de emprego, saúde, educação e moradia. O ato em Milão transcorreu sem confrontos, apesar de gritos antifascistas e palavras de ordem contra a polícia; em Turim, agentes usaram cassetetes e escudos para impedir uma marcha perto da Piazza Castello.

Centenas de pessoas se concentraram em Bruxelas e caminharam da estação central em direção à Gare du Midi. Imagens da Reuters registraram manifestantes correndo e caindo durante o cerco policial, além de um homem atingido por socos, chutes e golpes de cassetete.

Em Tirana, capital da Albânia, manifestantes lançaram pedras contra policiais, que responderam com canhões de água. Os atos exigiram a saída do primeiro-ministro Edi Rama, alvo de acusações de corrupção, e reuniram cobranças por empregos e melhorias na educação. “Os albaneses acordaram”, disse o manifestante Daniel Tahiri, de 28 anos.

Em Madri, cerca de 25 mil pessoas marcharam por aproximadamente dois quilômetros entre a estação de Atocha e a rua Alcalá em defesa das aposentadorias públicas e de medidas contra a crise de moradia. O ato ocorreu a um mês das eleições legislativas espanholas e terminou sem incidentes.