
O presidente Lula (PT) falou com apoiadores que fizeram uma serenata em frente à sua casa, na zona oeste de São Paulo, na noite deste sábado (24), véspera da votação. Da janela, ele usou um megafone para pedir que os eleitores compareçam às urnas e mobilizem outras pessoas.
Os presentes cantaram “Pra Não Dizer Que Não Falei Das Flores”, de Geraldo Vandré, música que se tornou um hino de resistência à ditadura militar. Lula afirmou que sua vitória representaria o povo brasileiro, não apenas um partido.
“Eu fui candidato a presidente indicado por um partido político, mas hoje a minha vitória é do povo brasileiro, pois vocês são mais do que os partidos políticos”, disse o presidente. “Vocês são homens e mulheres que estão preocupados com o futuro deste país.”
Lula também pediu engajamento no dia da eleição. “Quero que vocês votem cedo e que tentem convencer alguém que não foi votar a votar”, afirmou aos apoiadores.
E LULA TEM UM ÚLTIMO RECADO PARA VOCÊS!
Isso foi agora, na casa da Janja em SP https://t.co/XNfARPVyBD
— Capeta Ateu (@rizoflora) October 25, 2026
Lula encerrou campanha com ato na avenida Paulista
Mais cedo, Lula participou de seu último ato de campanha em São Paulo, na avenida Paulista. O presidente comparou a disputa eleitoral à de 1989, quando perdeu a eleição presidencial para Fernando Collor de Mello.
Segundo a estimativa informada no ato, ao menos 12 quarteirões da Paulista ficaram ocupados por manifestantes entre as estações Consolação e Brigadeiro do metrô, nos dois sentidos da avenida. A extensão foi semelhante à registrada na manifestação do dia 11.
Ao comentar a mobilização, Lula disse que raramente tinha visto os paulistanos tão envolvidos em uma eleição. “A avenida Paulista hoje foi uma coisa que eu nunca tinha visto na história de São Paulo”, declarou.
Antes de chegar a São Paulo, o petista participou de uma caminhada no Rio de Janeiro e classificou o evento como “a passeata política mais bonita da história de Copacabana”. No discurso, também acusou o adversário de mentir e voltou a mencionar o caso de Ana Clara Gomes Machado, morta aos cinco anos por um disparo atribuído a um policial militar defendido na Justiça pelo candidato do PL.