
A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) acionou o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) neste domingo (25) para relatar problemas no transporte público da capital durante o segundo turno das eleições presidenciais. A equipe pediu que a Justiça Eleitoral verifique se a prefeitura adotou medidas para assegurar o deslocamento dos eleitores. Com informações de Mônica Bergamo para Folha de S.Paulo.
Em mensagem enviada à presidência do tribunal, o advogado Michel Bertoni Soares relatou denúncias de poucos ônibus em circulação. A manifestação cita dificuldades em bairros da zona leste, entre eles Itaim Paulista.
Integrantes da campanha também percorreram a região central e a avenida Paulista e afirmaram ter percebido uma quantidade reduzida de veículos nas ruas. O relato enviado ao TRE-SP não apresenta, porém, um levantamento sobre o tamanho da frota em operação.
Fiscais do PT receberam relatos de moradores da zona norte que disseram esperar mais de uma hora por um ônibus que não passava. A campanha solicitou que o tribunal consulte a Prefeitura de São Paulo sobre as providências para garantir o transporte no dia da votação.
Campanha também questiona operação da Viação Cometa
O documento pede ainda que o TRE-SP apure se a Viação Cometa operava regularmente e se havia obstáculos ao deslocamento de passageiros. A empresa faz rotas intermunicipais e interestaduais a partir da capital paulista.

Segundo o advogado, não havia passagens disponíveis no site da companhia para viagens entre São Paulo e Sorocaba, Campinas, Santos e Ribeirão Preto. A indisponibilidade aparecia tanto para quem buscava chegar à capital quanto para quem pretendia sair dela.
A página da empresa orientava passageiros que quisessem usar a gratuidade no transporte a procurar os guichês. A campanha incluiu esse aviso no pedido encaminhado à Justiça Eleitoral.
O TRE-SP deverá avaliar a solicitação e poderá buscar esclarecimentos da prefeitura e da empresa sobre as condições de transporte apontadas pela campanha de Lula.