
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva ampliou sua vantagem sobre o senador Flávio Bolsonaro no segundo turno entre eleitores brasileiros na Austrália, na China e na Nova Zelândia, em meio à redução da abstenção em parte das zonas eleitorais no exterior.
Na Nova Zelândia, Lula recebeu 418 dos 526 votos válidos, o equivalente a 80,5%, enquanto Flávio Bolsonaro teve 101 votos, ou 19%. No primeiro turno, 339 brasileiros compareceram às urnas, e Lula havia obtido 234 votos, com 70%.
Na Austrália, Lula somou 6 mil votos, mais de 64% do total, quase mil a mais do que no primeiro turno. Flávio Bolsonaro teve 3,4 mil votos, ou 36%; na etapa anterior, o presidente havia alcançado 56% dos votos no país.
Na China, Lula obteve 375 votos, ou 73% do total, contra 26% para o senador. A votação do presidente avançou oito pontos percentuais em relação ao primeiro turno, enquanto o crescimento do comparecimento em países como Austrália e Nova Zelândia reduziu o peso da abstenção.

Votação no exterior ainda enfrenta distâncias até consulados
Lula também venceu na Coreia do Sul, com 148 votos e 64,35%, diante de 82 votos dados a Flávio Bolsonaro, que recebeu 35,65%. Em Singapura, o presidente alcançou 63,78%, contra 36% do senador.
O Japão manteve a vitória de Flávio Bolsonaro, mas a diferença sobre Lula caiu na comparação com 2022. O senador recebeu 28 mil votos, ou 80%, enquanto Lula somou 19,9%; na eleição anterior, Jair Bolsonaro havia conquistado 84% dos votos no país.
Flávio Bolsonaro também venceu nas Filipinas, com 39 votos e 59%, contra 27 votos de Lula, que chegou a 40,91%. Na Tailândia, o senador obteve 60 votos, ou 51,72%, e Lula recebeu 56 votos, equivalentes a 48,28%.
Quase 1 milhão de brasileiros estão aptos a votar fora do país. No primeiro turno, 62% desse eleitorado não compareceu, com índices de abstenção de 71% nos Estados Unidos, 70% na Espanha e 68% na Itália; embora as urnas estejam distribuídas por mais de 160 cidades em 102 países, muitos eleitores precisam viajar até capitais ou grandes centros para votar.