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Campanha de Lula cobra linhas aéreas por voos cancelados na eleição

Passageiros no saguão do Aeroporto de Guarulhos
Passageiros no saguão do Aeroporto de Guarulhos. Foto: Reprodução

A campanha de reeleição do presidente Lula (PT) notificou Gol, Latam e Azul e cobrou a relação de voos domésticos cancelados, desviados ou alterados desde sábado (24), véspera do segundo turno das Eleições 2026. A iniciativa ocorreu após relatos nas redes sociais sobre cancelamentos de viagens com destino ao Nordeste. Com informações da Folha de S. Paulo.

As notificações extrajudiciais citam voos específicos e pedem dados como origem, destino, horário originalmente previsto, número de passageiros afetados e motivo de cada alteração. A campanha não atribuiu às empresas intenção de interferir na eleição.

O pedido busca identificar eventuais problemas que possam dificultar a chegada de eleitores às urnas até as 17h deste domingo, horário previsto para o encerramento da votação. Relatos de cancelamentos para o Nordeste motivaram a cobrança às companhias.

A campanha pediu que as aéreas não cancelem, remarquem ou alterem voos com chegada prevista antes do fim da votação, exceto em situações como necessidades de segurança. Também solicitou rapidez na reacomodação dos passageiros quando contratempos forem inevitáveis.

Aviões da Azul e da Gol em aeroporto. Foto: Divulgação

As empresas também receberam pedido para manter registros de manutenção, decisões operacionais e comunicações internas ou dirigidas aos passageiros relacionadas a cancelamentos e mudanças em voos domésticos entre 23 e 25 de outubro.

As notificações solicitam explicações por escrito aos clientes sobre as razões de eventuais cancelamentos, desvios ou alterações. A medida pretende documentar as circunstâncias de cada ocorrência no período eleitoral.

O texto encaminhado às companhias prevê que a campanha poderá levar um eventual descumprimento à Agência Nacional de Aviação Civil, ao Ministério de Portos e Aeroportos, à Secretaria Nacional do Consumidor e ao Ministério Público Eleitoral.

“O não atendimento será levado ao conhecimento” desses órgãos, afirmam as notificações, que também citam a possibilidade de medidas judiciais na Justiça Eleitoral e na Justiça Comum.