
Antes da apuração chegar aos 20% das urnas, o presidente Lula (PT) já venceu Flávio Bolsonaro (PL-RJ), segundo Andrei Roman, CEO da Atlas. De acordo com o analista, essa tendência expõe o erro de institutos de pesquisa como Quaest e Datafolha, que “utilizaram modelos errôneos de eleitor provável”. Roman fez a declaração em publicação no X, na qual também parabenizou o Futura por ter mais coragem que a própria AtlasIntel.
Sim, ganhou.
— Andrei Roman (@andrei__roman) October 25, 2026
O CEO da Atlas explicou que a mobilização lulista foi subestimada nas últimas semanas, pois as pesquisas não consideraram um crescimento no comparecimento de eleitores com viés de mudar o rumo do segundo turno das eleições. “Em vez de refletir esse padrão, fizeram o contrário, algo impossível de justificar”, escreveu.
Ele também fez uma autocrítica, defendendo a metodologia do instituto, mas afirmando que foi um erro aumentar o período de coleta das últimas entrevistas em cinco dias, o que, segundo o analista, “atenuou a tendência de afunilamento da corrida”.
“No fim das contas, o medo de subestimar Flávio Bolsonaro, diante da perseguição judicial constante do TSE e da promessa de CPI das pesquisas, fez todos os grandes institutos superestimarem seu desempenho na margem”, finalizou Roman. A declaração do CEO da Atlas ocorre em meio à apuração do segundo turno, que confirma a vitória de Lula sobre Flávio Bolsonaro.
Quaest e DataFolha utilizaram modelos errôneos de eleitor provável, pois o nítido aumento da mobilização lulista elevava na margem a taxa de comparecimento desse grupo. Em vez de refletir esse padrão, fizeram o contrário, algo impossível de justificar.
— Andrei Roman (@andrei__roman) October 25, 2026
Tendência de vitória de Lula
Uma ferramenta de simulação do Estadão que acompanha a tendência da apuração do segundo turno indica que o petista deve ser o vitorioso. O cálculo usa os votos já contabilizados em seções eleitorais para estimar como pode terminar a disputa, sem substituir a totalização oficial do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
O projeto foi desenvolvido pelo pesquisador Rodrigo Mahlmeister, doutorando em ciência política pela Universidade Duke e mestre pela USP, e compara a votação parcial de cada seção eleitoral com o desempenho das mesmas seções no segundo turno de 2022 e no primeiro turno de 2026.