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Lula retoma liderança com metade das urnas apuradas

Lula de camisa azul e boné vermelho faz gesto diante de multidão
Lula em ato na Avenida Paulista. Foto: reprodução

Luiz Inácio Lula da Silva (PT) retomou a liderança da apuração do segundo turno da eleição presidencial neste domingo (25). Com 56,76% das seções totalizadas, o presidente aparece com 50,41% dos votos válidos, contra 49,59% do senador Flávio Bolsonaro (PL). A diferença entre os dois é de apenas 0,10 ponto percentual.

A contagem já teve duas mudanças de liderança. Lula esteve à frente no início da apuração e, com 9,99% das seções contabilizadas, tinha 50,48%, contra 49,52% de Flávio. Pouco depois, o senador virou: com 13,98% das urnas, chegou a 50,03%, ante 49,97% do petista.

Flávio ampliou ligeiramente a vantagem nas atualizações seguintes. Com 20,05% das seções apuradas, o candidato do PL tinha 50,41%, enquanto Lula registrava 49,59%. A diferença, porém, começou a diminuir à medida que novos votos eram incorporados ao sistema, até que Lula voltou à primeira colocação quando a apuração se aproximou da metade das urnas.

Lula chegou ao segundo turno após terminar atrás de Flávio na votação de 4 de outubro. Na primeira etapa da eleição, o senador obteve 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% do presidente.

O presidente Lula. Foto: reprodução

A apuração ocorre após um dos dias de votação mais conturbados das últimas eleições brasileiras. Temporais, alagamentos, interrupções no fornecimento de energia e problemas no transporte público dificultaram a chegada de eleitores às urnas em diversas regiões, enquanto denúncias sobre redução da frota de ônibus provocaram decisões emergenciais da Justiça.

A votação, inicialmente prevista para terminar às 17h, foi prorrogada até as 19h por decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF). A medida ocorreu após pedidos relacionados tanto à falta de transporte público quanto aos efeitos das fortes chuvas em diferentes estados.

Um dos episódios mais graves ocorreu em Salvador, importante reduto eleitoral de Lula. Uma inspeção constatou que menos da metade da frota prevista estava circulando e encontrou centenas de ônibus nas garagens.

O Tribunal Regional Eleitoral da Bahia determinou a retomada imediata de 100% da frota, com gratuidade, sob pena de multa de R$ 1 milhão por hora, e ordenou a prisão em flagrante do secretário municipal de Mobilidade, Pablo Souza. A prefeitura alegou que veículos haviam sido retidos para a retirada de adesivos com o número de Lula colocados por sindicalistas na véspera.

A campanha petista denunciou o episódio como tentativa de dificultar o acesso dos eleitores às urnas e pediu a ampliação do horário em Salvador, Feira de Santana e Lauro de Freitas. Problemas de transporte também foram denunciados em São Paulo e outras cidades.

Presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques reconheceu durante a tarde que havia dificuldades no transporte de eleitores. Ele determinou que o TRE da Bahia e a Procuradoria-Geral Eleitoral se manifestassem sobre a situação antes de uma decisão definitiva. Com a demora, a campanha de Lula também acionou o STF.

Zanin considerou graves os relatos apresentados e determinou a extensão da votação. A ordem chegou quando diversas seções já haviam encerrado seus trabalhos, o que provocou confusão em diferentes estados. Posteriormente, o ministro esclareceu que a prorrogação valeria apenas para os locais onde as urnas ainda não haviam sido fechadas.