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Derrota de Flávio Bolsonaro o deixa sem cargo público pela 1° vez desde 2003

Flávio Bolsonaro vota em escola no Rio de Janeiro
Flávio Bolsonaro vota em uma escola na zona norte do Rio de Janeiro. Foto: Reprodução

Derrotado por Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na disputa pela Presidência, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ficará sem cargo público pela primeira vez desde 2003. Aos 45 anos, ele encerra uma sequência de mais de duas décadas em mandatos eletivos, iniciada na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro.

A apuração do segundo turno apontou Lula com 51,79% dos votos, ante 48,21% de Flávio Bolsonaro. O senador, que disputou a Presidência em vez de buscar novo mandato, deixará a vida parlamentar ao fim de sua passagem pelo Senado.

Flávio iniciou a carreira política aos 21 anos, eleito deputado estadual no Rio de Janeiro. Naquele período, seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, ocupava uma cadeira na Câmara dos Deputados.

Ele cumpriu quatro mandatos consecutivos na Alerj, entre 2003 e janeiro de 2019. Em 2016, concorreu à Prefeitura do Rio pelo PSC, terminou em quarto lugar no primeiro turno, com 14% dos votos válidos, e viu Marcelo Crivella vencer a eleição.

Senado e substituição da bancada do Rio

Plenário do Senado Federal. Foto: Andressa Anholete/Agência Senado

Em 2018, Flávio Bolsonaro elegeu-se senador pelo Rio de Janeiro na mesma eleição que levou Jair Bolsonaro ao Palácio do Planalto. O mandato no Senado vai até 31 de janeiro de 2027.

Com a decisão de concorrer à Presidência e a derrota no segundo turno, Carlos Jordy assumirá uma das vagas do Rio no Senado. Jordy e Carlos Portinho iniciarão os mandatos em 1º de fevereiro de 2027.

Ao longo da trajetória parlamentar, Flávio Bolsonaro enfrentou investigação por suspeita de “rachadinha” em seu gabinete na Alerj. A Justiça anulou provas do caso. Em 2026, ele passou a ser investigado em inquérito sobre supostos repasses do banqueiro Daniel Vorcaro para financiar “Dark Horse”, filme sobre Jair Bolsonaro.

Após a apuração no domingo (25), Flávio disse que não reconhecia o resultado e atribuiu a posição à extensão da votação até as 19h, determinada por liminar do ministro Cristiano Zanin. O presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, afirmou que a prorrogação não provocou problemas na totalização dos votos.