
O senador Flávio Bolsonaro (PL), derrotado na disputa pela Presidência, perdeu votos em seis estados no segundo turno. O presidente Lula (PT), reeleito, aumentou sua votação em todas as unidades da Federação e somou 10,4 milhões de votos a mais do que no primeiro turno.
Flávio recebeu 59,8 milhões de votos no segundo turno, alta de 3,7 milhões, ou 6,6%, em relação à etapa anterior. Apesar do crescimento nacional, ele teve desempenho negativo no Acre, Amazonas, Amapá, Maranhão, Roraima e Tocantins.
No Acre, a votação de Flávio caiu de 302.807 para 287.715 votos. No Amazonas, passou de 976.764 para 975.245; no Amapá, de 212.278 para 198.674; e no Maranhão, de 1.239.040 para 1.229.971.
Roraima registrou queda de 231.322 para 219.675 votos, enquanto Tocantins reduziu o total de 469.321 para 467.916. Juntos, os seis estados representaram perda de cerca de 52 mil votos para o senador, enquanto Lula acrescentou 408.963 votos nesses mesmos locais.

Abstenção aumentou em estados onde Flávio tinha vantagem
Na média dos estados, Flávio elevou sua votação em 4,2% no segundo turno. Lula teve crescimento médio de 17,3%, índice mais de quatro vezes maior que o do adversário.
Entre os brasileiros no exterior, Flávio registrou seu maior avanço proporcional: 19,2%. Lula cresceu 27,2% entre esse eleitorado.
Nos estados, Goiás deu a Flávio seu maior aumento proporcional, de 14,3%, equivalente a cerca de 293 mil votos. Mesmo no estado, Lula ampliou a votação em 33,4%, com cerca de 396 mil votos adicionais. O resultado manteve o padrão de crescimento superior do presidente reeleito na comparação entre os dois turnos.
A abstenção também subiu em nove estados no segundo turno, incluindo todos os da região Norte, onde Flávio havia obtido maioria no primeiro turno e Lula passou a liderar na etapa final.
Na região, o número de ausentes aumentou em 237.564 eleitores; Flávio somou apenas 14 mil votos a mais, enquanto Lula conquistou 474 mil. Maranhão e Piauí também registraram aumento da abstenção.