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O choro de Flávio Bolsonaro que viralizou nas redes

Flávio Bolsonaro chorando. Foto: reprodução

Após o resultado das eleições, que deu a vitória a Lula (PT), um vídeo de Flávio Bolsonaro (PL) chorando ao lado de Tarcísio de Freitas (Republicanos), governador de São Paulo, viralizou nas redes sociais. Apesar de se encaixar no contexto, a gravação não foi feita no domingo (25).

Na gravação, é possível notar que Flávio reage a uma peça publicitária de sua campanha. Na única aparição pública do senador, ele se mostrou exaltado para anunciar que não aceitará o resultado das eleições.

O clima no quartel-general da campanha do senador minguou com a virada de Lula na apuração do segundo turno. Uma foto de dentro do QG, que também viralizou, registrou a expressão de desânimo do grupo da extrema-direita antes mesmo da confirmação da vitória do petista, que segue para um quarto mandato.

Entre as lideranças que acompanharam o senador durante a apuração estavam Guilherme Derrite (PL-SP), Pablo Marçal, Nikolas Ferreira (PL-MG), André Fernandes (PL-CE), Ricardo Nunes (MDB-SP) e outros bolsonaristas da linha de frente.

A imagem chegou a gerar comparações com a do QG de Aécio Neves (PSDB) em 2014, após a derrota para Dilma Rousseff (PT). Eleitores aproveitaram o registro para criar memes, com personagens de roupas de presidiários, em um presságio para 2027.

Cerca de 20 apoiadores de Flávio se reuniram sob chuva diante do condomínio Vivendas da Barra, na Barra da Tijuca, para acompanhar a apuração. O grupo alternou comemoração e frustração conforme a disputa mudou de posição, soltando fogos e cantando jingles quando o candidato passou Lula, às 19h45. A animação terminou às 20h25, quando o petista voltou à frente, e os apoiadores ficaram em silêncio.

Flávio e aliados no QG da campanha. Foto: reprodução

Derrotado, Flávio fez um pronunciamento exaltado em que afirmou sua pretensão de pedir a anulação da eleição. “O que aconteceu no dia de hoje não foi algo normal. Foi algo inaceitável. Pela primeira vez na história, um ministro do STF dá uma canetada e muda a regra do jogo”, disse, referindo-se à decisão de Cristiano Zanin, que prorrogou a votação até as 19h.

“As eleições deveriam ter sido anuladas. É impossível reconhecer o resultado”, afirmou. “Nós vamos usar o nosso jurídico, vamos pedir a anulação dessas eleições. A gente não está aqui para brincadeira. Não vou aceitar que a regra do jogo tenha sido mudada em cima do jogo”.

Aliados do senador já começaram a falar em golpe e a alegar fraude sem apresentar provas. Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha, afirmou que é “impressionante o nível de intervenção de alguns ministros do STF” e acusou Zanin de tentar “tumultuar o processo de uma eleição que eles já perderam no voto”.

Nikolas Ferreira publicou: “Ou a gente ganha. Ou a gente ganha. Tá avisado”, e depois escreveu “mais um impeachment pra ano que vem”.