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Os cotados para Fazenda e Casa Civil no Lula 4

Janja, Lula e Geraldo Alckmin após vitória no segundo turno, neste domingo (25). Foto: Reuters

O governador reeleito do Piauí, Rafael Fonteles (PT), passou a ser cotado para comandar o Ministério da Fazenda em um novo governo do presidente Lula, enquanto o senador Camilo Santana (PT-CE) ganhou força para assumir a Casa Civil, segundo a coluna de Igor Gadelha no Metrópoles. Os dois foram exaltados por Lula em discursos após a vitória eleitoral.

Dirigentes do PT discutem as duas nomeações como parte de uma estratégia para dar projeção nacional a Fonteles e Camilo antes da disputa pela sucessão presidencial de 2030. As conversas ainda tratam as possibilidades como cotações, sem anúncio oficial de composição ministerial.

Fonteles enfrenta um obstáculo político adicional caso aceite a Fazenda: ele precisaria renunciar ao mandato de governador para o qual foi reeleito em 2026. A troca abriria caminho para a posse do vice-governador eleito, Washington Bandeira, também filiado ao PT.

Aliados do governador avaliam que ele não resistiria a uma convocação para integrar a equipe de Lula. Eles apontam a relação de confiança entre Fonteles e Bandeira, amigos desde a escola, como um fator que reduziria as dificuldades da transição no Piauí.

Rafael Fonteles e Camilo Santana. Foto: Kebec Nogueira/Metrópoles

Experiência na área econômica pesa a favor de Fonteles

Antes de se eleger governador, Fonteles comandou a Secretaria da Fazenda do Piauí. Formado em matemática, ele construiu interlocução com setores do mercado financeiro, onde parte dos agentes o considera um petista de perfil mais moderado.

A eventual indicação para a Fazenda colocaria Fonteles em uma das áreas mais sensíveis do governo, responsável pela condução da política econômica e pela relação do Executivo com investidores e o Congresso. Sua experiência na gestão fiscal estadual aparece como um dos elementos citados por defensores de seu nome.

Santana, por sua vez, é tratado como opção para a Casa Civil, pasta que coordena a articulação interna do governo e acompanha a execução de prioridades administrativas. O senador pelo Ceará já ocupou o Ministério da Educação e governou seu estado por dois mandatos.

As conversas sobre Fonteles e Camilo ocorrem após a reeleição de Lula e inserem os dois petistas no debate sobre a renovação de lideranças do partido. A definição dos ministérios dependerá das negociações do presidente com o PT e os demais aliados que devem compor o novo governo.