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Ricardo Nunes precisa ser preso

Ricardo Nunes e Flávio Bolsonaro. Foto: Danilo Verpa/Folhapress

Na galeria de figuras mais desprezíveis da República, desponta o nome de Ricardo Nunes (MDB).

O prefeito de São Paulo tentou dar um golpe no eleitorado em favor de seu aliado Flávio Bolsonaro.

Agora precisa responder por que sua administração não garantiu a circulação integral dos ônibus no dia em que milhões de brasileiros foram às urnas. Lula venceu mesmo assim.

A deputada federal Sâmia Bomfim (Psol-SP) pediu a prisão de Nunes, do secretário municipal de Mobilidade Urbana e Transporte, Celso Jorge Caldeira, e do presidente da SPTrans. O motivo foi o descumprimento de uma ordem judicial que obrigava a prefeitura a colocar nas ruas 100% da frota prevista para dias úteis.

Era uma determinação da Justiça Eleitoral, assinada na sexta-feira (23) pelo juiz Tiago Ducatti Lino Machado. A decisão estabelecia multa pessoal de R$ 100 mil aos responsáveis e advertia sobre a possibilidade de crime eleitoral em caso de descumprimento.

Ônibus parados em SP. Foto: Divulgação

Mesmo assim, aproximadamente 29% dos ônibus permaneceram nas garagens. Houve ainda relatos de veículos circulando com o letreiro “reservado”, enquanto motoristas se recusavam a transportar passageiros, alegando ordens das empresas.

Nunes não pode alegar desconhecimento da importância do transporte público para o exercício do voto. Alegou que era uma medida de economia dos cofres públicos.

A SPTrans alegou que recebeu a notificação apenas na tarde de sábado (24) e que não houve tempo suficiente para reorganizar a operação.

Nunes deve explicações à população de São Paulo. E a Justiça Eleitoral precisa apurar o episódio até o fim, identificar responsabilidades e aplicar as sanções cabíveis.