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Trump adia reconhecimento da vitória de Lula após Flávio pedir anulação

Donald Trump durante comício do Partido Republicano na Carolina do Sul
Donald Trump gesticula durante comício do Partido Republicano na Carolina do Sul. Foto: Reprodução

O governo de Donald Trump adiou a divulgação de um comunicado que parabenizaria a população brasileira pela vitória de Lula (PT) na eleição presidencial de domingo (25), após Flávio Bolsonaro (PL-RJ) contestar o resultado e pedir a anulação do pleito, segundo a Folha de S.Paulo.

O Departamento de Estado dos Estados Unidos já tinha preparado o texto, procedimento usual diante de eleições em outros países. A Casa Branca, porém, orientou o órgão a segurar a publicação e “avaliar” a situação depois das declarações do senador.

Flávio afirmou, em entrevista na noite de domingo, que não reconhecia a vitória de Lula. Ele alegou irregularidades na votação e citou a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Cristiano Zanin de prorrogar o horário de votação.

A embaixada dos Estados Unidos no Brasil não informou quando o governo americano pretende divulgar uma manifestação sobre o resultado eleitoral.

Flávio Bolsonaro em coletiva de imprensa após derrota. Foto: Gabriela Bilo /Folhapress

Aliados de Trump na América Latina já parabenizaram Lula

Presidentes de direita latino-americanos próximos de Trump e da família Bolsonaro, como Abelardo de la Espriella, da Colômbia, e José Antonio Kast, do Chile, já felicitaram Lula em suas contas oficiais nas redes sociais.

Javier Milei, presidente da Argentina, e Nayib Bukele, de El Salvador, ainda não haviam se pronunciado sobre a eleição brasileira até a publicação da informação.

Em 2022, durante o governo de Joe Biden, os Estados Unidos estiveram entre os primeiros países a cumprimentar Lula pela vitória. Naquele ano, Jair Bolsonaro (PL) também levantou acusações de fraude eleitoral sem apresentar provas.

O governo Trump também não divulgou comunicado sobre a eleição realizada na Sérvia no domingo, quando o primeiro-ministro Aleksandar Vucic, aliado do presidente americano, saiu derrotado.