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Golpista, Flávio é pressionado por aliados a reconhecer derrota para Lula

Flávio Bolsonaro em coletiva de imprensa após a derrota deste domingo (25). Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

Lideranças do PL passaram a pressionar o senador Flávio Bolsonaro para que ele reconheça rapidamente a derrota para o presidente Lula. A articulação ganhou força nesta segunda (26), depois que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) anunciou a vitória do petista. A informação é da coluna de Bela Megale no jornal O Globo.

Em seu primeiro pronunciamento após a apuração, Flávio afirmou que não reconhece o resultado das urnas e que pretende contestar a vitória de Lula. Integrantes do partido avaliaram que o discurso criou um problema político para a legenda.

Um dirigente do PL que acompanhou a apuração no QG da campanha disse que esperava uma manifestação mais moderada do senador. A expectativa era que Flávio evitasse colocar em dúvida o resultado eleitoral logo após a divulgação dos números.

Aliados aconselharam o candidato a reconhecer a derrota e defender a investigação sobre fatos relacionados à ampliação do horário de votação. Flávio, porém, decidiu manter a contestação e declarou que pedirá a anulação das eleições.

O presidente Lula após vitória no segundo turno. Foto: Reprodução
Mapa do Brasil destaca os estados com as maiores reduções na taxa de abstenção entre os turnos. Foto: Reprodução

Valdemar Costa Neto evita nova contestação ao TSE

Aliados do presidente do PL, Valdemar Costa Neto, afirmaram que ele não pretende aderir à iniciativa de contestar o resultado. A avaliação no entorno do dirigente é que o partido não deve repetir a estratégia adotada após o segundo turno de 2022.

Naquela eleição, Valdemar atendeu a apelos de Jair Bolsonaro e o PL protocolou no TSE um pedido para anular parte dos votos do segundo turno. A iniciativa levou à abertura de um inquérito contra o presidente da sigla por tentativa de golpe.

O TSE também aplicou ao PL uma multa superior a R$ 20 milhões pelo pedido apresentado em 2022. O histórico passou a ser citado internamente como razão para a cúpula partidária não encampar uma nova ofensiva contra o resultado eleitoral.

Para os dirigentes que tentam demover Flávio Bolsonaro, a vantagem de 4,4 milhões de votos de Lula esvazia qualquer tentativa de anulação. As conversas para que o senador reveja sua posição começaram na manhã desta segunda (26).