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Médico transforma sofrimento de paciente com suspeita de câncer em ataque a Lula

O médico Fábio Souza Guimarães. Foto: Reprodução

O médico Fábio Souza Guimarães, cirurgião geral e especialista em cabeça e pescoço, usou o relato de uma paciente com lesão suspeita de câncer de laringe para atacar o governo do presidente Lula. A publicação usou a falta de material para biópsia em um hospital do SUS (Sistema Único de Saúde) para debochar da reeleição do petista.

“Primeiro choro do dia: paciente veio fazer um exame de videolaringoscopia, e no exame vi uma lesão suspeita de câncer de laringe. E como não tem material para fazer biópsia no hospital do SUS, vai aguardar em São Luís – MA. Saiu chorando. Viva a democracia”, escreveu o médico.

A paciente, conforme o relato, precisará aguardar atendimento em São Luís para realizar a biópsia. O exame é necessário para investigar a lesão identificada na laringoscopia e confirmar ou descartar um diagnóstico de câncer.

Guimarães atende em clínicas particulares e centros médicos da região, entre eles o Portal Saúde e redes conveniadas. Ele também atua em instituições hospitalares voltadas a procedimentos cirúrgicos e ao tratamento de doenças como as da tireoide.

Post do médico Fábio Souza Guimarães. Foto: Reprodução

Gestão de hospitais e abastecimento no SUS

O SUS funciona com financiamento e gestão compartilhados entre União, estados e municípios. O Ministério da Saúde formula diretrizes nacionais, financia parte relevante do sistema e repassa recursos federais aos demais entes.

As secretarias estaduais de Saúde organizam redes regionais e administram, em geral, unidades de média e alta complexidade. As prefeituras executam os serviços locais, incluindo unidades básicas e hospitais municipais sob sua responsabilidade.

A compra e a reposição de insumos em um hospital público dependem da gestão responsável pela unidade, que pode ser municipal ou estadual. A falta de material para biópsia, por si só, não identifica qual órgão administra o hospital citado pelo médico.

Sem a identificação da unidade de saúde e de sua administração, não é possível atribuir diretamente ao governo federal a responsabilidade operacional pela ausência do insumo mencionada na publicação.