
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), proibiu o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) de manter contato com o empresário e advogado Willer Tomaz. Os dois são investigados no mesmo inquérito que tramita na Corte.
A decisão, mantida sob sigilo, também determinou o cancelamento do passaporte brasileiro de Flávio Bolsonaro.
Moraes fixou prazo de 24 horas para que o senador entregue documentos de viagem de outras nacionalidades que possam estar em seu nome. A determinação alcança passaportes além do documento brasileiro cancelado.
A Polícia Federal intimou Flávio Bolsonaro na manhã desta segunda-feira (26) para cumprir a decisão e apresentar os documentos de viagem exigidos pelo STF.

Flávio Bolsonaro e Willer Tomaz respondem a investigação no Supremo que apura suspeitas de lavagem de dinheiro e evasão de divisas. O inquérito reúne os dois no mesmo procedimento.
Willer Tomaz atua como empresário e advogado. Neste ano, ele se tornou alvo da operação Sem Desconto, que investiga irregularidades relacionadas ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
A operação Sem Desconto apura fraudes e descontos irregulares envolvendo benefícios previdenciários. A investigação alcançou pessoas e entidades sob suspeita de participação no esquema.
Após ser alvo da operação, Willer Tomaz deixou o Brasil e passou a morar nos Estados Unidos. A proibição de contato imposta por Moraes mantém o senador afastado do empresário enquanto o inquérito segue no STF.