
Um grupo transmitiu ao vivo no TikTok a agressão e o roubo contra o engenheiro ambiental e mestrando Marcelo de Oliveira Rocha, de 30 anos, em Santos, no litoral de São Paulo. Ele teve a morte confirmada na segunda-feira (26). A Polícia Civil procura os envolvidos e apura a dinâmica e a motivação do crime.
A família informou no domingo (25) que Marcelo teve morte cerebral confirmada após a transferência da Santa Casa de Santos para o Hospital São Paulo, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).
Marcelo participava de uma apresentação da Banda Esquerdantina em apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), na madrugada de sábado (24). Ele se afastou do evento para ir ao banheiro e, nesse momento, ao menos sete homens o abordaram.
As imagens, gravadas pelos próprios suspeitos e acompanhadas ao vivo por dezenas de pessoas, registram ameaças antes do ataque. “Só manda o telefone para nós não te matar”, diz um dos homens no vídeo. Marcelo responde: “Não, espera aí”, antes de receber um soco e cair no chão.
Câmera mostra engenheiro sendo cercado e agredido em Santos https://t.co/Xcu3xqJX0s
— #Santaportal (@Santaportal1) October 26, 2026
Polícia analisa imagens e procura autores da agressão
Depois de derrubarem Marcelo, os homens roubaram seus pertences. Ao perceberem que ele estava desacordado, um dos integrantes do grupo afirmou: “Vish, nossa. Dormiu, louco”. Outras pessoas interagiam com o autor da transmissão e dividiam a tela durante a live.
A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo informou que o 4º Distrito Policial de Santos analisa os vídeos e busca imagens de câmeras de monitoramento e outros elementos para identificar e prender os autores. A investigação também tenta esclarecer o que motivou a abordagem.
O boletim de ocorrência registra que diversos indivíduos agrediram a vítima e roubaram seu celular e outros objetos. Amigos estranharam a demora de Marcelo e começaram a procurá-lo; eles o encontraram desacordado na esquina da Avenida Conselheiro Nébias com a Rua Henrique Ablas.
O Samu levou o engenheiro à Santa Casa de Santos antes da chegada da Polícia Militar. Em nota, a Banda Esquerdantina exigiu “a rápida apuração e consequente punição aos responsáveis” e manifestou repúdio à homofobia, embora a polícia ainda não tenha definido a motivação da agressão.