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A expectativa do STF sobre a pressão do Senado pelo caso Master

Fachada do STF. Foto: reprodução

O Supremo Tribunal Federal (STF) prevê dois meses de tensão em torno do caso Master e das negociações com o Senado, que tomará posse em 2027, mesmo após a vitória do presidente Lula (PT) na eleição presidencial. Ministros veem redução no risco de ofensiva imediata contra a Corte, mas mantêm no radar iniciativas contra Alexandre de Moraes.

De acordo com informações do Uol, o presidente do STF, Edson Fachin, pretende retomar ainda neste ano a discussão sobre a abertura de investigação envolvendo ministros citados no caso Master. Para isso, ele espera um relatório da Polícia Federal (PF) com detalhes sobre menções a seis integrantes da Corte.

O celular do banqueiro Daniel Vorcaro reúne mensagens e contratos que apontam acertos financeiros em negócios com familiares ou pessoas próximas dos ministros Alexandre de Moraes, Nunes Marques e Dias Toffoli. As conversas também mencionam encontros de Vorcaro com Gilmar Mendes e André Mendonça, além de contatos com Rodrigo Fux, filho do ministro Luiz Fux.

Fachin deve reunir o material em um único procedimento e enviá-lo à Procuradoria-Geral da República (PGR), que analisará os fatos. O presidente do Supremo também pretende devolver a André Mendonça a relatoria dos casos INSS e Master, que permaneceram em seu gabinete desde setembro.

Ministros do STF. Foto: Antonio Augusto/STF

Disputa no Senado preocupa ministros do Supremo

A nova composição do Senado mantém a possibilidade de pedidos de impeachment contra Moraes, embora ministros avaliem que a permanência de Lula no Planalto reduz o risco político. A presidência do STF busca encerrar conflitos internos antes da posse dos novos parlamentares, prevista para janeiro.

Entre as propostas em discussão, o Supremo vê espaço para um projeto que limite penduricalhos na magistratura e crie mecanismos contra supersalários no serviço público. A Corte espera que uma resposta aos casos internos diminua a pressão por mudanças no Judiciário conduzidas pelo Congresso.

O senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro, procurou ministros durante a disputa eleitoral e se reuniu com Fachin, Gilmar Mendes, Cristiano Zanin, Nunes Marques, André Mendonça e Luiz Fux. A interlocutores, ele disse que um eventual governo de Flávio concentraria ações de impeachment em Moraes e defenderia uma reforma do Judiciário.

Ministros também acompanham a disputa pela Presidência do Senado, na qual Marinho se apresenta como adversário de Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).

Parte dos integrantes do STF aposta em diálogo com senadores do PL para evitar o impeachment de Moraes; outra defende reação mais dura a investidas bolsonaristas. No caso Master, auxiliares de gabinetes e ministros passaram a avaliar que Nunes Marques pode se tornar o principal alvo de questionamentos, enquanto a PGR se posiciona contra investigar André Mendonça.