Diário do Centro do Mundo | O que interessa e nada mais

Logo DCM
Logo DCM
Apoie o DCM

Flávio Bolsonaro não passou por migração oficial, diz PF

Flávio Bolsonaro. Foto: Fausto Maia/Folhapress

A Polícia Federal não encontrou registro de que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) tenha deixado o Brasil por pontos regulares de migração, segundo a coluna de Josias de Souza no UOL. A checagem ocorreu após o Supremo Tribunal Federal (STF) determinar que o parlamentar entregasse seus passaportes, incluindo o diplomático.

A PF consultou os canais legais de saída do país e não localizou passagem de Flávio. A corporação também formalizou um pedido ao governo argentino para saber se o senador entrou no país vizinho.

O caso ganhou repercussão depois que um veículo argentino divulgou a informação de que Flávio teria cruzado a fronteira. Em nota, a Casa Rosada negou que ele tenha entrado na Argentina, governada pelo presidente Javier Milei, aliado da família Bolsonaro.

O senador deixou de ser localizado poucas horas depois da intimação para a entrega dos documentos e a assessoria dele se recusa a informar seu paradeiro.

Javier Milei, presidente da Argentina, e Flávio Bolsonaro. Foto: Reprodução

Passaportes foram alvo de ordem do STF

A ordem para retenção dos passaportes partiu do ministro Alexandre de Moraes, do STF, após pedido da Polícia Federal. A medida alcança tanto o passaporte comum quanto o documento diplomático do senador.

O parlamentar sumiu, não responde aos contatos de aliados e decidiu desobedecer a determinação do magistrado. O prazo para entrega dos documentos se encerrou às 11 desta terça.

Aliados de Flávio no PL disseram que ele teria decidido tirar alguns dias de descanso após o período de campanha.

“Devido à escalada midiática pela presença de um avião privado no Aeroporto Internacional de Iguaçu, as autoridades procederam a iniciar os controles correspondentes à aeronave e à tripulação. Finalmente, constatou-se que a documentação da empresa está em ordem e não foi apresentado nenhum plano de voo que inclua a família Bolsonaro”, disse o governo argentino.