
Os deputados Lindbergh Farias (PT-RJ) e Rogério Correia (PT-MG) e a deputada eleita Ana Elisa Santos (PT-MG) pediram nesta terça-feira (27) ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), a prisão preventiva do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). O documento também solicita que, se a prisão for decretada, o senador entre no alerta vermelho da Interpol.
Os parlamentares apontaram o descumprimento da ordem de entrega dos passaportes e a possibilidade de saída do país como motivos para o pedido. Moraes havia determinado o cancelamento dos documentos do filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que não os entregou dentro do prazo fixado.
No pedido, os petistas afirmaram que a Polícia Federal constatou a não entrega dos documentos. “A não entrega dos documentos no prazo, constatada pela Polícia Federal, configura descumprimento voluntário de obrigação cautelar”, escreveram.
O grupo também pediu que a defesa informe com urgência o paradeiro de Flávio Bolsonaro, que a Procuradoria-Geral da República se manifeste e que o STF busque cooperação com autoridades argentinas para identificar quem teria ajudado o senador a deixar o Brasil em um jato.
DEPUTADOS DO PT PEDEM PRISÃO PREVENTIVA E ALERTA VERMELHO DA INTERPOL CONTRA FLÁVIO BOLSONARO
O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ), o deputado federal Rogério Correia (PT-MG) e a deputada federal eleita Ana Elisa Santos (PT-MG) pediram ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, a prisão preventiva do senador Flávio Bolsonaro e, caso seja expedido o mandado, um alerta vermelho da Interpol contra ele. O pedido aponta o descumprimento da ordem de entrega dos passaportes e a possibilidade de fuga do país, após notícias de que Flávio teria cruzado a fronteira com a Argentina rumo aos Estados Unidos.
A Polícia Federal cancelou os passaportes comum e diplomático do senador e acionou o Ministério das Relações Exteriores para emitir alerta internacional. Até a manhã desta terça-feira (27), Flávio não havia sido localizado, e aliados e advogados relataram não conseguir contato com ele. A PF e o Ministério da Justiça acionaram autoridades argentinas para apurar as notícias sobre a possível saída do país, que ainda não foi confirmada oficialmente.
Os parlamentares também pedem que a defesa informe o paradeiro do senador, que a Procuradoria-Geral da República se manifeste com urgência e que seja solicitada cooperação à Argentina para identificar quem contratou o jato citado nas notícias e obter os registros de passageiros. A notícia de fato aponta ainda que Flávio é investigado por suspeitas de lavagem de dinheiro em dois inquéritos: o caso Dark Horse vinculado ao escândalo do Master e a apuração sobre sua sociedade com Willer Tomaz, investigado no caso do INSS. Para os autores, o descumprimento da ordem e a incerteza sobre o paradeiro do senador demonstram risco à aplicação da lei penal.
— Lindbergh Farias (@lindberghfarias) October 27, 2026
Relatos sobre viagem aos Estados Unidos são contestados pela Argentina
Dois aliados disseram que Flávio Bolsonaro estaria a caminho dos Estados Unidos com a família, depois de sair do Brasil pela Argentina. Os interlocutores afirmaram que o plano foi organizado de última hora e mantido em sigilo.
Segundo esses relatos, o senador teria embarcado de uma localidade argentina diferente de Puerto Iguazú, cidade inicialmente apontada como possível ponto de partida. A defesa não havia informado publicamente onde ele estava até a divulgação do pedido dos parlamentares.
O deputado Mauricio Marcon (PL-RS), vice-líder da oposição na Câmara, publicou um vídeo na rede X e declarou que Flávio Bolsonaro saiu do país “rumo ao exílio”. A manifestação não trouxe detalhes sobre a rota ou a aeronave usada.
Flávio ruma ao exílio e assim atrapalha plano de Xandão para reeleger Alcolumbre. https://t.co/cMpjkmhhFF
— Mauricio Marcon (@Maubmarcon) October 27, 2026
O porta-voz do presidente argentino Javier Milei, Fabián Fernández, negou à agência Bloomberg que Flávio Bolsonaro tenha entrado na Argentina. Ele também disse que uma aeronave com as características divulgadas pela imprensa local não partiu do país para os Estados Unidos.
O jornal argentino Infobae havia informado que o senador poderia ter cruzado a fronteira com carteira de identidade e embarcado de Puerto Iguazú, na província de Misiones. A publicação citou um Gulfstream G400, de matrícula LV-JQW, pertencente à empresa Baires Fly S.A., com decolagem prevista para as 2h desta terça-feira no horário local.