
O plano para que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), deixasse o Brasil teria sido organizado semanas antes de sua derrota eleitoral, segundo o jornal O Globo. A possibilidade envolvia a ida do político e de sua família para os Estados Unidos.
Na segunda-feira (26), após receber o pedido de apreensão do passaporte, Flávio negou em vídeo que tivesse planos de deixar o país, mas pessoas próximas à família relataram que a alternativa já era considerada caso o candidato do PL perdesse a eleição.
A hipótese chegou a perder força depois que Flávio ficou à frente de Lula no primeiro turno. Ele, aliados e familiares passaram a tratar o cenário como praticamente descartado naquele momento.
Eduardo Bolsonaro, que vive nos Estados Unidos desde o ano passado, teria articulado a recepção do irmão. Ele e o ex-apresentador da Jovem Pan Paulo Figueiredo mantiveram conversas com autoridades do governo Donald Trump sobre a possibilidade de acolher Flávio em caso de derrota.

PF ainda apura o trajeto até os Estados Unidos
Aliados da família apontaram que o roteiro planejado para a saída do senador passaria pela Venezuela. A Polícia Federal ainda não confirmou qual caminho Flávio percorreu para deixar o Brasil.
A PF também encontrou obstáculos para confirmar a chegada do senador a Miami. O governo dos Estados Unidos não autorizou o envio de um policial brasileiro à cidade após ordenar a saída do último agente que ocupava o posto.
O Departamento de Estado dos Estados Unidos confirmou que Flávio e seus familiares receberão vistos de permanência no país. Desde que Lula foi declarado vencedor da eleição, Trump passou a contestar, sem apresentar provas, a lisura do pleito brasileiro.
Eduardo viajou com a esposa e os filhos para a Flórida na terça-feira (27) para receber o irmão. Flávio planeja fazer uma live ainda nesta semana para falar sobre os motivos de sua saída do Brasil.