
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou o pedido da Polícia Federal para realizar buscas em endereços ligados ao senador Flávio Bolsonaro (PL), apesar de a Procuradoria-Geral da República (PGR) ter dado parecer favorável à medida.
A PF apresentou o pedido na terça (27), prevendo uma fuga do ex-candidato à Presidência do Brasil. Flávio é investigado em dois inquéritos no STF e as buscas integravam a investigação sobre lavagem de dinheiro que tem o senador e o advogado Willer Tomaz como investigados.
A Polícia Federal avaliou que a viagem do senador poderia prejudicar as apurações. A representação também citou o fim do prazo para a entrega de passaportes e notícias divulgadas pela imprensa brasileira e internacional sobre planos de saída do país.
A PGR protocolou seu parecer favorável no Supremo na noite de terça.

PF deixou equipes de sobreaviso para cumprir buscas
Equipes da Polícia Federal permaneceram de sobreaviso durante a noite, à espera de uma decisão de Moraes entre terça e quarta (28). Com a negativa do ministro, a corporação desmobilizou a operação.
Flávio deixou o Brasil na noite de terça pela Ponte Internacional Tancredo Neves, na fronteira entre Foz do Iguaçu, no Paraná, e Puerto Iguazú, na Argentina.
O senador viajou com a esposa e as filhas em um jato privado que partiu da cidade argentina pouco antes das 23h. A aeronave decolou às 23h30.
O avião pousou em Guayaquil, no Equador, para reabastecimento e retomou o voo às 6h22 desta quarta-feira rumo ao aeroporto de Opa Locka, em Miami, onde aterrissou às 10h23.