
A carta do senador Flávio Bolsonaro (PL), divulgada por aliados nesta quarta-feira (28), circulou em duas versões com brasões diferentes da República. A primeira trazia a grafia “Brazil”, com z, no símbolo nacional, enquanto a segunda substituiu a imagem.
No texto, Flávio se declarou “o verdadeiro presidente eleito do Brasil”, apesar de Lula (PT) ter vencido a eleição realizada no domingo (25). A carta também acusa fraude no pleito sem apresentar provas.
Aliados da família Bolsonaro nos Estados Unidos compartilharam os arquivos, entre eles o pseudojornalista Paulo Figueiredo e o ex-policial militar André Porciuncula. Após a circulação da primeira versão, eles divulgaram outro documento com o brasão alterado.
CARTA À NAÇÃO BRASILEIRA 🇧🇷
28.10.26 https://t.co/QqOGZuF8G0— Flávio Bolsonaro (@FlavioBolsonaro) October 28, 2026
O brasão, também chamado de Armas Nacionais, integra os quatro símbolos oficiais da República, ao lado da bandeira, do hino e do selo nacional. Órgãos do Estado e documentos oficiais usam o emblema como identificação institucional.
A versão inicial da carta trazia no brasão a expressão “Estados Unidos do Brazil”. A forma com z difere da grafia oficial atual do nome do país, escrita com s.
Documentos brasileiros já adotaram a escrita “Brazil” no passado. O decreto de 1889 que instituiu os símbolos da República, por exemplo, usava a grafia com z.
Getúlio Vargas padronizou a escrita “Brasil” em 1931, por meio de decreto que incorporou um acordo ortográfico e determinou expressamente o uso de “Brasil e não Brazil”.
Flávio Bolsonaro chegou aos Estados Unidos depois de deixar o Brasil pela fronteira com a Argentina. Na carta, ele anuncia a intenção de comandar a oposição brasileira a partir do exterior.