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Sonegação de ônibus na eleição ameaça mandato de Ricardo Nunes; saiba mais

Ricardo Nunes sentado, com o queixo apoiado na mão
O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes. Foto: Danilo Verpa/Folhapress

A comissão especial da Câmara Municipal de São Paulo que analisa o pedido de impeachment do prefeito Ricardo Nunes (MDB) fará sua primeira reunião nesta quinta-feira (29), às 16h30. A denúncia apresentada pela vereadora Amanda Paschoal (PSOL) trata do transporte público no segundo turno e de suposta pressão sobre servidores para participar da campanha de Flávio Bolsonaro (PL). Com informações da coluna de Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo.

O pedido, também assinado por Celso Giannazi e Silvia da Bancada Feminista, ambos do PSOL, foi lido em plenário nesta quarta-feira (28). Os vereadores acusam o prefeito de descumprir a decisão da Justiça Eleitoral que exigia a circulação de toda a frota operacional de ônibus no domingo da votação.

Dados da SPTrans mostram que foram realizadas 58,6% das partidas de ônibus programadas para o segundo turno, em 25 de outubro. O indicador se refere às viagens previstas, e não ao percentual de veículos que circularam. A Prefeitura informou à Folha que aplicou mais de R$ 1 milhão em multas às empresas que não cumpriram a programação.

Nunes
Foto: Arte/DCM

A representação também cita uma reunião de Nunes com cerca de 300 funcionários comissionados na semana anterior ao segundo turno. Segundo a denúncia encaminhada pelo PSOL ao Ministério Público Eleitoral, o prefeito teria pedido aos presentes que comparecessem a uma manifestação em apoio a Flávio Bolsonaro na avenida Paulista.

O colegiado reúne Rubinho Nunes (União Brasil), Major Palumbo (PP), Hélio Rodrigues (PT), Luana Alves (PSOL), Kenji Ito (Podemos), Sandra Santana (MDB) e Sandra Tadeu (PL). Os sete vereadores terão dez dias para apresentar um parecer sobre a admissibilidade da denúncia, segundo a coluna.

A análise inicial ainda não equivale à abertura de uma Comissão Processante para apurar as acusações. O prosseguimento dependerá de uma decisão do plenário da Câmara, antes de qualquer julgamento sobre a permanência de Nunes no cargo.

Em sua defesa sobre o transporte, a Prefeitura afirmou que recebeu a notificação judicial com menos de 12 horas de antecedência e alegou falta de tempo para mobilizar veículos e equipes. A gestão disse que atuou para viabilizar o atendimento determinado pela Justiça.