
O senador Flávio Bolsonaro chegou aos Estados Unidos na quarta (28), em voo que desembarcou no Aeroporto Executivo de Opa-Locka, em Miami, e prepara uma estratégia de defesa direta nos processos que enfrenta no Supremo Tribunal Federal (STF). A informação é da coluna de Bela Megale no jornal O Globo.
Os advogados do senador pretendem atuar nos três inquéritos que o envolvem. A opção difere da conduta de Eduardo Bolsonaro, que não indicou representantes no processo em que respondeu por coação de autoridades.
Uma das medidas em estudo é pedir a transferência da relatoria do inquérito sobre possível lavagem de dinheiro na relação entre Flávio Bolsonaro e o advogado Willer Tomaz. A defesa quer que o caso deixe o gabinete do ministro Alexandre de Moraes e passe para André Mendonça.
A Polícia Federal intimou Flávio a entregar seus passaportes no âmbito da investigação. Em reunião com seus advogados na segunda (26), ele recebeu a avaliação de que havia alternativas jurídicas para contestar a decisão.

Defesa cita documento bancário para pedir devolução de passaportes
Aliados que se encontraram com o senador relataram que ele estava “transtornado” e “com muito medo de ser preso”. Não havia, até então, ordem de prisão contra Flávio Bolsonaro.
Os advogados disseram ao senador que trabalhariam para reaver os passaportes. A equipe jurídica avaliou que a medida poderia cair diante de um documento emitido pelo banco responsável por uma conta ligada a Willer Tomaz.
A ordem de apreensão considerou a informação de que Flávio Bolsonaro seria usuário da conta vinculada ao advogado. O banco, porém, negou qualquer vínculo do senador com a conta no documento apresentado à defesa.
Alexandre de Moraes também citou fotos de viagens de Flávio Bolsonaro com Willer Tomaz e uma declaração de Eduardo Bolsonaro de que o irmão deixaria o país caso perdesse as eleições. No processo de Eduardo, a Defensoria Pública da União assumiu a defesa após ele não indicar advogados.