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Funcionário da Casa Branca conseguiu jato para fuga de Flávio, diz NYT

Flávio Bolsonaro desembarca nos EUA com familiares. Foto: Reuters

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) usou um jato particular organizado por Jason Miller, funcionário de comunicações da Casa Branca, para chegar a Miami após deixar o Brasil, segundo o jornal americano The New York Times.

A aeronave transportou o ex-candidato à Presidência e sua família. O voo partiu da Argentina na noite de terça (27), fez escala no Equador para reabastecimento e seguiu para Miami.

Flávio desembarcou no Aeroporto Executivo de Opa-Locka na terça, após a derrota na eleição presidencial de domingo (25).

O plano para deixar o país começou na segunda (26), depois de Flávio receber a determinação para entregar seus passaportes. O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), havia imposto a medida cautelar no dia anterior.

O deputado Eduardo Bolsonaro manteve contato com Miller assim que o irmão foi intimado a entregar os documentos. O jornal atribuiu a organização do voo particular ao assessor da Casa Branca.

Jason Miller e Donald Trump. Foto: Reprodução

A rota de fuga de Flávio

Flávio deve solicitar residência permanente nos Estados Unidos, o chamado green card. O pedido pode tramitar com rapidez, de forma semelhante ao processo concedido a Eduardo.

A Polícia Federal apura como o senador saiu de Brasília e chegou a Foz do Iguaçu (PR), na fronteira com a Argentina. Investigadores checam se empresários e aliados políticos ofereceram apoio logístico ou financeiro para o deslocamento.

Entre as hipóteses analisadas está uma viagem terrestre, que poderia durar cerca de 20 horas, ou o uso de um jato privado que teria partido de aeródromo ou pista em propriedade rural no Distrito Federal e no entorno. A PF também considera que ele possa ter combinado trajetos de carro e avião.

Os investigadores suspeitam ainda de possível participação do governo argentino de Javier Milei na saída do senador. Flávio é investigado em inquérito que apura suspeitas de lavagem de dinheiro e que também envolve o advogado Willer Tomaz, nos Estados Unidos desde agosto; por ser investigado, e não condenado ou alvo de prisão, ele não é tratado pela polícia como foragido.