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Quem é Jason Miller, assessor de Trump que ajudou Flávio Bolsonaro na fuga aos EUA

Jason Miller e Flávio Bolsonaro. Foto: Reprodução

Jason Miller, lobista, funcionário de comunicações da Casa Branca e estrategista ligado ao presidente dos EUA, Donald Trump, organizou o jato usado pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para deixar o Brasil após a derrota na eleição presidencial, segundo o jornal americano New York Times.

Miller integra o círculo político de Trump e se tornou um dos nomes mais conhecidos da comunicação digital do trumpismo. Ele também mantém relação com lideranças bolsonaristas e já participou de agendas políticas no Brasil ao lado do ex-presidente Jair Bolsonaro.

O assessor americano é aliado do ex-deputado Eduardo Bolsonaro e já atacou o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), por decisões relacionadas a Bolsonaro. Durante a campanha, Miller pediu voto ao candidato do PL depois de uma visita do parlamentar a Trump em Washington.

Ele também é lobista e atua como principal elo político dos bolsonaristas na Casa Branca.

Jason Miller e Donald Trump. Foto: Reprodução

Carreira e acusação de estupro

Nascido em Washington, Miller formou-se em Ciência Política pela Universidade George Washington e começou a carreira como assistente no Senado dos Estados Unidos. Mais tarde, tornou-se porta-voz e assessor estratégico de Trump, com atuação em campanhas e na comunicação do republicano.

Ele criou a rede social GETTR, lançada em julho de 2021. A plataforma adotou um modelo de microblog semelhante ao do X e buscou atrair o público de extrema-direita sob o discurso de defesa da liberdade de expressão.

Miller também enfrenta uma disputa judicial com A.J. Delgado, advogada e ex-porta-voz da campanha de Trump em 2016. Em processo apresentado em Nova York em 2023, ela o acusou de manter um “ciclo de coerção, estupro, agressão sexual, abuso e assédio” durante a campanha eleitoral daquele ano.

Delgado ficou grávida de Miller e o filho nasceu seis meses após a segunda filha do casamento do trumpista. Segundo o processo, ele notificou a vítima judicialmente um dia após o parto, ainda no hospital.

Em janeiro de 2025, um juiz autorizou o prosseguimento das acusações de estupro e rejeitou as de tráfico sexual. Miller nega as acusações e alega que a relação foi consensual.

No ano passado, a campanha de Trump fez acordo com Delgado e deixou Miller como único réu no processo, que continua em andamento.