
O PL marcou uma reunião para a próxima quarta (4) e pretende lançar o senador Rogério Marinho como candidato à Presidência do Senado, segundo a coluna de Bela Megale no jornal O Globo. A sigla reunirá parlamentares em exercício e eleitos para definir sua posição na disputa pelos comandos da Câmara e do Senado.
Marinho deve enfrentar o atual presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), que trabalha para permanecer no comando do Senado. A eleição para a presidência da Casa está prevista para fevereiro.
Alcolumbre tem buscado apoio entre os senadores com a oferta de gabinetes. Ele também sinalizou a possibilidade de discutir um indulto a Jair Bolsonaro, como informou a jornalista Andreia Sadi, da GloboNews.
O lançamento de Marinho busca mobilizar a base bolsonarista após a fuga de Flávio para os Estados Unidos. O senador do PL surge como a aposta do partido para enfrentar a articulação de Alcolumbre pela recondução.

Planalto aposta em Alcolumbre e Hugo Motta
O presidente reeleito Lula (PT) aposta na relação com Alcolumbre e com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), para conter o avanço da oposição e aprovar projetos do governo na próxima legislatura.
Depois da vitória eleitoral, Lula reconheceu que terá de negociar com um Congresso mais conservador e uma bancada de esquerda minoritária. “Eu não escolhi o Congresso. Foi o povo que escolheu. E é com ele que eu vou votar, vou trabalhar e vou aprovar as coisas”, disse no primeiro discurso após a reeleição.
Integrantes da articulação política do Planalto tratam as reconduções de Motta e Alcolumbre como a primeira tarefa do governo no Legislativo. Aliados avaliam que a permanência dos dois preserva um canal direto entre o Executivo e a cúpula do Congresso.
Nas últimas semanas, Motta e Alcolumbre destravaram propostas de interesse do governo após pedidos do Palácio do Planalto. O governo também cobra maior alinhamento dos partidos do Centrão que ocupam cargos na Esplanada, mas nem sempre acompanham as orientações do Executivo nas votações.