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“Tem de deixar de consumir”: vice-prefeito incentiva boicote a comércios de petistas

O vice-prefeito de Pirassununga (SP) Lawrence Patriota. Foto: Divulgação

O vice-prefeito de Pirassununga (SP), Lawrence Waclawiack, conhecido como Lawrence Patriota (Novo), defendeu um boicote a estabelecimentos associados a petistas em um grupo de WhatsApp da cidade. A manifestação ocorreu depois que uma lista de comércios passou a circular entre integrantes do grupo chamado “Direita Pirassununga”.

A relação reunia restaurantes, lojas, mercados e profissionais autônomos, como psicólogos, fotógrafos e tatuadores. Após uma participante dizer que seria necessário “rever” o comércio local, Lawrence respondeu: “Sim, perfeito, tem de deixar de consumir nesses locais com certeza.”

As mensagens provocaram repercussão em Pirassununga, e o vice-prefeito gravou um vídeo para negar que tivesse defendido prejuízo aos comerciantes da cidade. Ele afirmou que sua resposta foi retirada de contexto e que não se referia aos negócios locais.

Lawrence disse que adota há anos a decisão de não comprar produtos de grandes empresas cujas posições políticas rejeita. “Eu tenho compromisso com a minha cidade, eu jamais ia querer deixar que o dinheiro saia do nosso comércio. O dinheiro tem que ficar no nosso comércio”, declarou.

Mensagem de Lawrence Patriota. Foto: Divulgação

No vídeo, o político citou o escândalo envolvendo a JBS e os irmãos Batista como exemplo de empresas das quais deixou de consumir produtos. “Não consumo nada das marcas que pertencem ao grupo”, afirmou.

Ele também mencionou a Magalu e as Havaianas ao explicar sua decisão de evitar marcas que, em sua avaliação, propagam ideias contrárias aos seus valores. Lawrence sustentou que cada consumidor pode decidir como distribui seu dinheiro.

Pirassununga é administrada pelo prefeito Fernando Lubrechet, também do Novo. Lawrence integra a chapa eleita para comandar o município do interior paulista.

Listas que identificam empresas como apoiadoras de Lula circularam em outras cidades após a eleição presidencial, incluindo mercadinhos, padarias, docerias, livrarias e grandes companhias. No Rio de Janeiro, a deputada estadual India Armelau (PL) incentivou empregadores a demitir trabalhadores por suas convicções políticas.