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Presidente do TCE-MT recebeu R$ 15,4 milhões em “folha paralela”, aponta STJ

Sérgio Ricardo de Almeida, presidente do Tribunal de Contas de Mato Grosso
O presidente do Tribunal de Contas de Mato Grosso, Sérgio Ricardo de Almeida. Foto: Reprodução.

O presidente do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), Sérgio Ricardo de Almeida, teria recebido R$ 15,4 milhões em pagamentos suspeitos em menos de dez meses, segundo a decisão que determinou sua prisão preventiva. Os valores são apontados como parte de uma “folha paralela”. As informações são da CNN Brasil.

O documento cita cerca de 150 saques em dinheiro vivo e suspeitas de devolução de parte dos pagamentos feitos pelo tribunal a empresas contratadas. A investigação aponta que os repasses beneficiariam pessoas ligadas ao presidente da Corte.

Segundo a apuração, contratos teriam sido suspensos sob a justificativa de contenção de despesas, enquanto outros fornecedores mantinham ou ampliavam os recebimentos. A decisão menciona as empresas NSA Serviços Terceirizados e TIS Publicidade, cujas receitas teriam crescido 327% e 291%, respectivamente.

Agentes da Polícia Federal em imagem de arquivo
Agentes da Polícia Federal em imagem de arquivo. Foto: Divulgação/Polícia Federal.

Relatórios de inteligência financeira também identificaram retiradas frequentes e elevadas nas contas de Sérgio Ricardo. Em alguns casos, segundo a PF, os saques teriam ficado imediatamente abaixo dos limites de comunicação automática ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).

O ministro OG Fernandes, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), considerou que a influência do presidente sobre servidores, contratos e pagamentos poderia favorecer a continuidade das irregularidades e interferir na produção de provas. Sérgio Ricardo foi preso preventivamente nesta quinta-feira (29).

A Operação Tomada de Contas mobilizou mais de 180 policiais para cumprir seis mandados de prisão e 26 de busca em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e São Paulo. A PF apura possíveis crimes contra a administração pública, lavagem de dinheiro e organização criminosa.