
A Procuradoria-Geral da República (PGR) deve apresentar separadamente as denúncias do caso Master, seguindo a divisão por núcleos adotada pela Polícia Federal. A tendência é começar pela frente que apura as operações com o BRB. A informação é da CNN Brasil.
A metodologia remete à adotada pelo órgão no caso da tentativa de golpe de Estado, em que a acusação também foi dividida de acordo com a atuação dos diferentes grupos envolvidos.
O núcleo relacionado ao banco público de Brasília é considerado o mais adiantado. A investigação examina possíveis fraudes nas transações com o Master, com estimativa de prejuízo superior a R$ 10 bilhões.
Outra frente deve se concentrar nas relações do ex-banqueiro Daniel Vorcaro com senadores e deputados. Segundo a apuração, o grupo reúne parlamentares de diferentes campos políticos, incluindo governo, oposição e centro.

Os demais núcleos abrangem suspeitas de intimidação e ameaças a adversários, além de invasões de publicações e sistemas por hackers. A apresentação das acusações por partes ainda é descrita como tendência, sem anúncio de conclusão pela PGR.
Na quarta-feira (28), a PF indiciou Vorcaro, o ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa e outras 13 pessoas. A corporação também pediu mais 60 dias para concluir perícias e diligências complementares.
A defesa de Vorcaro classificou o indiciamento como “frágil e absurdo” e pediu o arquivamento do inquérito e a revogação da prisão preventiva. Os advogados sustentam que não há prova que justifique a conclusão da PF.