
O PT classificou a postura de Flávio Bolsonaro (PL) após a derrota na eleição presidencial como “um novo degrau da reação autoritária por parte dos derrotados nas urnas” e afirmou que a posição de Donald Trump “exige atenção”. As declarações constam de nota da Comissão Executiva Nacional divulgada nesta quinta-feira (29).
Na manifestação, o partido rejeita a possibilidade de intervenção estrangeira na disputa política brasileira. “O Brasil não aceitará que interesses estrangeiros interfiram em sua democracia, nem que disputas políticas sirvam de pretexto para desrespeitar a vontade soberana do povo brasileiro, em eleições amplamente fiscalizadas e reconhecidas por sua lisura”, afirma o documento.
Flávio chegou aos Estados Unidos com a família depois de sair do Brasil por uma rota que passou pela Argentina e pelo Equador. O senador divulgou diferentes versões de uma carta na qual contesta o resultado das urnas, sem apresentar provas de fraude. A iniciativa foi rechaçada inclusive por aliados.

Na carta, o candidato derrotado agradeceu a Trump e ao presidente argentino, Javier Milei. O presidente dos Estados Unidos disse que não pretendia se envolver no assunto, mas voltou a criticar o processo eleitoral brasileiro. A nota petista chama atenção para essa postura e para a permanência de Flávio em território americano.
A Executiva também comparou a reação do senador à do pai, Jair Bolsonaro (PL), que não reconheceu a vitória de Lula em 2022. Na avaliação do partido, o apelo de Flávio à interferência externa acrescenta uma etapa à reação contra o resultado eleitoral, depois da tentativa de golpe que levou à prisão do ex-presidente e de militares.
Lula foi reeleito no domingo (25), com 51,79% dos votos válidos, contra 48,21% de Flávio.