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Justiça nega pedido de Willer Tomaz para Richarlison apagar posts sobre ilha

Willer Tomaz
O advogado Willer Tomaz. Foto: Rafaela Felicciano/Metrópoles

O juiz Giordano Resende Costa, da 4ª Vara Cível de Brasília, negou um pedido do advogado Willer Tomaz e da empresa WT Administração de Imóveis e Bens para obrigar o jogador Richarlison a apagar publicações sobre uma disputa por uma área na Ilha Comprida, em Angra dos Reis (RJ). A decisão foi retomada em reportagem do Estadão nesta quinta-feira (29).

O pedido de tutela de urgência foi negado em agosto, segundo o UOL. Uma decisão posterior, de 28 de setembro, registra que a solicitação já havia sido indeferida e determina o prosseguimento da ação. A negativa à retirada dos posts não resolve a disputa sobre os direitos relativos ao imóvel.

Richarlison acusa Willer e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) de terem tomado a área sem pagar. O atleta afirma que a adquiriu em outubro de 2020 e que a Justiça do Rio de Janeiro reconheceu sua posse. As acusações são contestadas pelos envolvidos.

 

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Em uma publicação de 21 de outubro, o jogador divulgou documentos sobre a disputa pela ilha, incluindo decisões judiciais, contratos e a captura de tela de uma suposta conversa com Flávio. Ele também alegou que um pedido de regularização ficou parado por dez meses na Secretaria do Patrimônio da União (SPU).

Na versão anteriormente apresentada ao UOL, a defesa de Willer sustentou que a empresa detém legalmente os direitos de ocupação da área e que Richarlison negociou com posseiros que não tinham a titularidade. Flávio, por sua vez, negou participação no negócio.

O Estadão informou ter procurado a assessoria de Willer para comentar a negativa ao pedido de retirada das publicações, mas não havia recebido resposta até a publicação da reportagem, às 22h18 de quinta-feira (29). O processo permanece em andamento.