
O presidente Lula (PT) pretende insistir na indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para a vaga aberta no Supremo Tribunal Federal (STF), segundo a coluna de Bela Megale no jornal O Globo. A decisão afasta a possibilidade de o presidente escolher o senador Rodrigo Pacheco para a Corte.
Ministros do STF, entre eles Alexandre de Moraes, Flávio Dino e Gilmar Mendes, defenderam o nome de Pacheco para suceder Luís Roberto Barroso. Lula, porém, sustenta que a escolha de integrantes do tribunal cabe ao chefe do Executivo.
A definição ganhou força nesta sexta (30), após Lula vencer as eleições em uma virada histórica. O presidente sinalizou a ministros da Corte que não pretende abrir mão da indicação de Messias.
Jorge Messias comanda a Advocacia-Geral da União (AGU) e já figurava entre os nomes cotados pelo governo para o Supremo. A indicação presidencial ainda depende de sabatina na Comissão de Constituição e Justiça e de aprovação pelo plenário do Senado.

Rejeição de Messias no Senado marcou derrota para o governo
Em 29 de abril de 2026, o Senado rejeitou a indicação de Messias ao STF por 42 votos contrários, 34 favoráveis e uma abstenção. Eram necessários ao menos 41 votos favoráveis entre os 81 senadores.
Os senadores votaram de forma secreta no plenário após a Comissão de Constituição e Justiça aprovar o nome do advogado-geral da União por 16 votos a 11. A derrota interrompeu uma sequência de aprovações de indicados à Corte sob a Constituição de 1988.
Foi a primeira rejeição de um indicado ao Supremo pelo Senado em 132 anos, desde o governo de Floriano Peixoto, em 1894. O resultado representou uma derrota histórica para o governo Lula.
Aliados do presidente afirmam que Lula levará o nome de Messias às conversas com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), sobre a recondução do parlamentar ao comando da Casa. Nos bastidores, Alcolumbre teria articulado resistência ao advogado-geral da União e demonstrado preferência por Rodrigo Pacheco.