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Democratas cobram que Trump reconheça vitória de Lula: “Negacionismo eleitoral”

Donald Trump em evento público
Donald Trump em evento público. Foto: Reprodução

Deputados democratas da bancada progressista do Congresso dos Estados Unidos vão divulgar uma nota para cobrar que o presidente Donald Trump reconheça a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na eleição brasileira. O grupo acusa Trump de alimentar o negacionismo eleitoral ao chamar o pleito de “fraudado” e “corrupto”.

O documento leva as assinaturas do presidente da bancada, Greg Casar, da vice-presidente Ilhan Omar e do líder do grupo, Jesús G. “Chuy” García. A bancada progressista, criada em 1991, reúne quase cem parlamentares americanos.

Na nota, os democratas afirmam que Lula venceu a disputa “de forma decisiva”, com vantagem superior a 4 milhões de votos. Mesmo diante desse resultado, Trump teria se recusado a reconhecer o desfecho da eleição, conforme o texto dos congressistas.

“Trump continua intensificando seu negacionismo eleitoral”, dizem os parlamentares. Eles sustentam que os Estados Unidos devem se juntar aos demais países no reconhecimento formal do resultado brasileiro.

Os deputados também mencionam uma carta divulgada pelo candidato derrotado Flávio Bolsonaro (PL), na qual ele agradeceu o apoio de Trump e se apresentou como o “verdadeiro presidente eleito” do Brasil. Em uma versão posterior, Flávio trocou essa expressão por “líder do Brasil”.

“A parceria entre Trump e Bolsonaro na negação dos resultados eleitorais deve acabar imediatamente”, afirmam Casar, Omar e García. O texto exige que Washington reconheça a vitória de Lula.

O grupo relaciona a contestação do resultado no Brasil a riscos para a democracia nas duas maiores nações do hemisfério. A nota rejeita iniciativas que tentem negar resultados eleitorais, reverter a vontade dos eleitores ou interromper a transferência pacífica de poder.

Os parlamentares disseram que pretendem usar “todos os instrumentos do Congresso” para defender a integridade eleitoral nos Estados Unidos e impedir interferência de Trump e negacionismo eleitoral americano em outros países.