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No G20, nos EUA, chanceler recebe chuva de parabéns pela reeleição de Lula

Mauro Vieira: chanceler representa o Brasil na reunião do G20 nesta sexta (30)

O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, recebeu cumprimentos de representantes de ao menos dez delegações internacionais pela reeleição do presidente Lula (PT), durante a reunião de chanceleres do G20 realizada nesta sexta-feira (30), em Atlanta, nos Estados Unidos. As manifestações ocorreram em meio às tensões diplomáticas entre Brasília e Washington, provocadas pelas críticas de Donald Trump ao processo eleitoral brasileiro. Com informações da Folha de S.Paulo.

Entre os representantes que parabenizaram o chanceler brasileiro estavam integrantes das delegações de Turquia, China, Alemanha, França, Canadá, México, Índia, Reino Unido e Polônia, além da União Europeia. As manifestações ocorreram durante os contatos diplomáticos entre autoridades reunidas para discutir temas da agenda internacional.

Parte dos cumprimentos foi marcada pelo entusiasmo com o resultado das urnas. Um dos chanceleres afirmou estar “radiante” com a reeleição do petista. Outro revelou que torcia pela vitória de Lula e classificou a virada eleitoral como “espetacular”.

As reações também tiveram um componente político internacional. Lula derrotou no segundo turno o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), apoiado por Trump, que passou a questionar o resultado eleitoral brasileiro sem apresentar provas de irregularidades.

A reação de Marco Rubio

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, recebeu os representantes dos países participantes do G20 em Atlanta, na condição de anfitrião do encontro. Entre os presentes estava o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, em um momento de tensão diplomática entre Brasília e Washington, provocado pelas declarações do presidente Donald Trump sobre a reeleição de Lula (PT).

Durante o evento, Rubio adotou uma postura mais contida do que a de parte dos representantes estrangeiros, que demonstraram entusiasmo com a vitória do presidente brasileiro. O chefe da diplomacia americana evitou manifestações semelhantes às de seus colegas, mantendo uma atitude discreta diante da repercussão internacional do resultado das urnas.

A diferença de comportamento, entretanto, não se traduziu em constrangimentos para Mauro Vieira. Apesar das críticas de Trump ao processo eleitoral brasileiro, Rubio preservou o tratamento institucional dispensado ao chanceler e não houve episódios de tensão entre os dois durante a reunião.

A relação profissional construída ao longo dos anos entre Vieira e Rubio contribuiu para esse ambiente. Os dois já mantinham contato antes de o republicano assumir o Departamento de Estado, o que ajudou a preservar o diálogo diplomático mesmo diante das divergências políticas entre os governos.