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“Gol de mão”: sem provas, Flávio Bolsonaro insiste na tese de fraude eleitoral

Flávio Bolsonaro
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Foto: Reprodução

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) voltou a questionar, sem apresentar provas, o resultado das eleições presidenciais que perdeu para Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em uma live no Instagram nesta sexta-feira (30), feita de Miami, nos Estados Unidos, ele afirmou que haveria situações “matematicamente impossíveis” na votação.

Segundo ele, haveria fatos “matematicamente impossíveis de terem ocorrido no mundo real sem que houvesse, como eu falei, algum gol de mão”. Flávio disse que não aprofundaria o assunto naquele momento e que voltaria ao tema em breve, sem apresentar provas de fraude durante a transmissão.

Flávio também afirmou ter perdido para o “sistema”, em vez do adversário. Mais adiante, disse que as eleições continuarão sob um “manto da desconfiança” enquanto não houver “mais camadas de segurança”, novamente sem demonstrar irregularidades que sustentassem o questionamento do resultado.

Na mesma transmissão, o parlamentar acusou o Judiciário de persegui-lo e criticou a ordem de Alexandre de Moraes sobre a apreensão de seus passaportes. Foi nesse contexto que afirmou haver uma “atuação político-partidária na mais alta Corte desse país” e disse não ter a quem recorrer caso se sentisse vítima de uma injustiça.

Na carta publicada na quarta-feira (28), Flávio já havia apontado como suspeita a prorrogação do horário de votação determinada por Cristiano Zanin, do STF. A medida alcançou apenas seções ainda abertas às 17h e foi adotada após as duas campanhas relatarem dificuldades no transporte de eleitores, segundo o TSE.

O TSE registrou 34.393 votos após as 17h, menos de 1% da diferença de 4.430.191 votos entre os candidatos. Lula venceu com 51,79% dos votos válidos, contra 48,21% de Flávio. O total registrado após as 17h inclui eleitores que já estavam na fila e tinham direito a votar pelas regras habituais, independentemente da prorrogação.

O senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha de Flávio, já afirmou que o PL não tem provas de fraude. “O PL não pode fazer essa afirmação, nem eu posso fazer essa afirmação, porque não há provas nesse sentido”, disse.