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Lula endurece diálogo com Centrão para negociar cargos em seu 4° mandato; entenda

O presidente Lula. Foto: reprodução

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT)  sinalizou a auxiliares que pretende endurecer a negociação de ministérios e cargos com os partidos do Centrão em seu quarto mandato. A orientação é condicionar o espaço no governo a uma estimativa mais precisa dos votos que cada sigla poderá entregar ao Palácio do Planalto no Congresso.

Ao Metrópoles, lideranças do PT afirmam que Lula saiu “transformado” da virada nas urnas e decidiu adotar critérios mais rígidos nas tratativas. Os partidos de centro apoiaram em peso Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno, fator que entrou no cálculo do presidente para a montagem da nova base.

A exigência busca evitar uma situação enfrentada por Lula no terceiro mandato: legendas que receberam ministérios, mas não garantiram apoio suficiente em votações na Câmara dos Deputados e no Senado. O presidente quer discutir previamente a capacidade de cada partido de mobilizar suas bancadas.

Na avaliação de auxiliares, a distribuição de postos na Esplanada e em outros espaços da administração federal deverá ficar vinculada a compromissos políticos mensuráveis. A intenção é reduzir a distância entre a participação das siglas no governo e sua atuação nas votações de interesse do Executivo.

Davi Alcolumbre, presidente do Senado, e Hugo Motta, da Câmara. Foto: reprodução

Emissários procuram dirigentes do Centrão

Lula já enviou emissários para abrir conversas com lideranças do Centrão sobre a formação do quarto governo. As tratativas ocorrem antes da definição dos ministérios e dos cargos que poderão entrar na negociação com os partidos.

Um dos dirigentes procurados foi Gilberto Kassab, presidente nacional do PSD. Kassab atua como um dos principais articuladores partidários do país e deve participar das conversas sobre a posição da legenda diante do novo governo.

A previsão é que Kassab se reúna com Lula nesta semana, depois do feriado. O encontro deve permitir que presidente e dirigente partidário iniciem a discussão sobre apoio parlamentar e participação do PSD na administração federal.

As negociações envolverão tanto a composição ministerial quanto outros cargos federais, com Lula interessado em obter de cada legenda um número mais exato de votos no Congresso antes de fechar acordos.