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Nos EUA, Flávio Bolsonaro pede devolução do passaporte e Moraes fora do inquérito

André Mendonça Alexandre de Moraes
Os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal. Foto: Adriano Machado/Reuters

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) apresentou três petições ao Supremo Tribunal Federal (STF) na noite de sexta-feira (30) para tentar retirar uma investigação da relatoria de Alexandre de Moraes e rever as restrições impostas à sua saída do país. A defesa quer que André Mendonça assuma a apuração e também pede a devolução do passaporte. As informações são do blog de Caio Junqueira, da CNN Brasil.

Em uma questão de ordem dirigida ao presidente do STF, Edson Fachin, os advogados solicitam que a investigação sobre a relação de Flávio Bolsonaro com o advogado Willer Tomaz seja remetida a Mendonça. Sustentam que o ministro deve conduzir o caso por já supervisionar a Operação Sem Desconto, desde agosto de 2025, e outra apuração sobre a estrutura atribuída a Willer Tomaz.

A segunda petição a Fachin pede o reconhecimento do impedimento e da suspeição de Moraes. A defesa argumenta que a investigação alcança uma empresa proprietária de uma aeronave cujas cotas, segundo os advogados, foram destinadas ao escritório de Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro, no contrato firmado com o Banco Master.

Flávio Bolsonaro desembarca de avião nos Estados Unidos
Flávio Bolsonaro desembarca nos Estados Unidos em 28 de outubro. Foto: Ricardo Arduengo/AFP

O terceiro pedido foi encaminhado diretamente a Moraes e solicita a revisão da decisão que determinou o recolhimento do passaporte e proibiu Flávio Bolsonaro de deixar o Brasil. Os advogados manifestam “integral disposição de colaborar com a investigação” e afirmam que o senador comparecerá aos atos para os quais for chamado e prestará os esclarecimentos solicitados.

A defesa também contesta os elementos citados para embasar as restrições. Afirma que o registro de Flávio Bolsonaro como contato favorito no aplicativo de mensagens de Willer Tomaz e o custeio de passagens decorrem da amizade entre os dois. Os advogados sustentam ainda que o Banco Santander negou a existência da conta conjunta atribuída ao senador e ao advogado.

Em relação às suspeitas envolvendo a exploração de apostas no Rio de Janeiro, a defesa diz que a representação da Polícia Federal não aponta atos de Flávio Bolsonaro ligados à Rede Loto, à RioPag ou à Loterj. As petições dão sequência à estratégia de defesa articulada após a chegada do senador aos Estados Unidos, que já incluía a tentativa de transferir a relatoria para Mendonça.